O monumento dedicado ao “marinheiro” foi inaugurado esta quinta-feira no Parque da Cidade, no âmbito das comemorações e do encontro nacional que decorre até sábado em Guimarães. A obra centra-se nas figuras do navio e do marinheiro, acompanhada pela âncora e pelo leme, procurando homenagear todos aqueles que fizeram do mar o seu caminho.
Criado pelo artista vimaranense José Castro Silva, o conjunto escultórico foi inspirado “no emblemático Navio Escola Sagres e pela figura do marinheiro, símbolos que representam os valores da história da Marinha portuguesa”. “Na sua execução procurei também valorizar materiais nacionais. Todos os granitos utilizados são portugueses e as cores escolhidas, o azul, o branco e o vermelho estão associados ao universo da marinha, reforçando a identidade desta homenagem”, realçou o autor, também ele marinheiro, “da escola de 1989”. “É sempre gratificante ver uma obra ganhar vida num espaço público. Por isso, para mim é uma honra, que esta escultura passe a integrar a cidade de Guimarães, contribuindo para o seu património e, espero, para o seu embelezamento”, afirmou, acrescentando o desejo de que a obra “seja apreciada por todos aqueles que por aqui passaram e que constitua uma justa homenagem aos marinheiros portugueses e ao seu importante contributo para este país”.
Em representação da Marinha, o Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-Almirante Pedro de Sousa e Costa indicou que o monumento aprofunda a ligação de Portugal e de Guimarães ao mar. “É uma marca que hoje deixamos em Guimarães, aberta ao olhar das gerações futuras, como sinal de memória, identidade e reconhecimento. Este monumento afirma-se pela riqueza do seu significado, materializada num conjunto escultórico que integra duas obras profundamente complementares. A peça principal, inspirada no emblemático Navio Escola Sagres, transporta-nos para o universo simbólico da marinha portuguesa e da tradição marítima nacional”, referiu, ao sublinhar que o monumento foi concebido em pedra natural, conjugando “a monumentalidade, dinamismo e intemporalidade, evocando as velas ao vento e a capacidade de partir, de descobrir e de regressar”. “Ao seu lado, a escultura do marinheiro introduz a dimensão humana que completa esta narrativa.
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Representado com firmeza e contemplação, acompanhado pela âncora e pela roda de leme, este marinheiro simboliza todos aqueles que fizeram do mar o seu caminho, homens de coragem, disciplina, dedicação e sentido de missão. O diálogo entre estas duas peças traduz o conceito claro e poderoso, o navio e o homem, a missão e o serviço, a história e a continuidade”, disse.
Na sua intervenção, o responsável indicou que “é uma composição que, para além da sua dimensão artística, reforça a memória coletiva portuguesa e aprofunda a ligação de Portugal e de Guimarães ao mar”.
O Presidente da Câmara de Guimarães salientou o alcance do monumento que traduz a ligação de Cidade Berço ao mar. “É uma forma de dizer às novas gerações e futuras que há exemplos que não devem ser esquecidos, serviços que devem ser reconhecidos e vidas que efetivamente merecem a gratidão da nossa comunidade”, considerou Ricardo Araújo, ao considerar que é “um novo elemento de valorização simbólica e cívica” no Parque da Cidade. “Este que é um espaço tão privilegiado de encontro e de reencontros, de lazer, de natureza e de convivência da nossa comunidade e também daqueles que nos visitam, passa agora a ser também um espaço de homenagem e um espaço de memória da Marinha portuguesa”, observou.
“Este monumento vem enriquecer o nosso parque verde não apenas pela sua presença material, mas pelo significado que transporta. Esta justa homenagem aos marinheiros, aos fuzileiros e a todos aqueles que serviram Portugal com coragem, com dedicação e com espírito de missão”, defendeu, enaltecendo a acção da Delegação de Fuzileiros do Minho.
Fernando Almeida, daquela Delegação, lembrou a ligação histórica de Guimarães à Marinha já que, entre as décadas de 1950 e 1970, foi um dos concelhos que mais homens enviou para a Marinha. “Sentimos que a gente de Guimarães e de Portugal, a nossa gente, olha para este monumento como sendo um projeto coletivo”, declarou, agradecendo ao Município, à Marinha Portuguesa, à Irmandade da Penha e todas as entidades que colaboraram e tornaram possíveis as comemorações do Dia do Marinheiro.
Publicado em: 25/06/2026