O Conselho Vitoriano reuniu na passada terça-feira, sem a presença dos membros que estiveram envolvidos em duas listas diferentes no ato eleitoral do passado dia 13 de Junho. Hoje, em comunicado, aquele órgão consultivo, revela que “não identificou qualquer irregularidade no processo eleitoral realizado.” Uma conclusão que resultou das diligências que efetuou junto “dos serviços do Clube, da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho de Jurisdição”, com “acesso integral a toda a documentação e informação relativa ao ato eleitoral.”
O Conselho Vitoriano alega que “a pré-organização do ato decorreu em plena conformidade estatutária, com os cadernos eleitorais validados e disponibilizados a todos os sócios. Todos os pressupostos definidos para o exercício do voto, elementos de identificação, validade dos votos, composição dos escrutinadores em cada mesa, foram previamente acordados entre todas as listas e a Mesa da Assembleia Geral, facto igualmente confirmado por elementos das diferentes listas concorrentes. Durante o ato eleitoral, tudo decorreu dentro da maior normalidade e legalidade.”
Quanto ao voto por correspondência, adianta que “foram validados 49 pedidos até ao prazo estatutário de 29 de maio, os restantes não cumpriam os requisitos necessários, designadamente por se tratar de menores de idade, residentes no concelho de Guimarães ou sócios correspondentes. Desses 49 votos, foram recebidos 33 até à data-limite de receção. O processo foi integralmente cumprido.”
Sobre a recontagem solicitada pela Lista de Viriato Sampaio, o Conselho Vitoriano argumenta que “nos termos dos Estatutos do Clube, após a apresentação dos resultados e com as mesas encerradas e as urnas lacradas, o ato eleitoral está encerrado, não sendo estatutariamente admissível qualquer pedido de recontagem, conforme foi explicado presencialmente pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral.” Acrescenta que “a unanimidade dos elementos presentes nas mesas de voto, membros nomeados das diversas listas candidatas e presidentes de mesa independentes, atestada na assinatura dos cadernos e da ata da assembleia geral eleitoral sem qualquer reserva, constitui o testemunho mais sólido e inequívoco da regularidade e lisura de todo o processo.”
O Conselho Vitoriano revela também que “subscreveu o parecer do Conselho de Jurisdição, validando a informação apreciada em conjunto, em cumprimento da solicitação formulada. Nesse mesmo contexto, o Conselho Vitoriano rejeita veementemente qualquer questionamento à idoneidade dos membros dos órgãos sociais e de todos quantos participaram neste ato eleitoral.”
A finalizar, assinala que “merece reconhecimento público o esforço incansável dos serviços do Vitória Sport Clube e da Mesa da Assembleia Geral, em particular do seu Presidente, Dr. João Henrique Faria, cuja preparação meticulosa, autoridade e isenção foram determinantes para garantir um ato eleitoral digno do Vitória Sport Clube.”
“O Vitória Sport Clube entra agora num ciclo decisivo para o seu futuro. É tempo de unidade, de compromisso coletivo e de concentrar todas as energias no projeto que os sócios escolheram. É isso que o Vitória merece”, concluiu o comunicado.
Publicado em: 17/06/2026