A Mesa da Assembleia Geral do Vitória desmente o candidato da lista C às eleições do Clube. Recorde-se que ontem, em conferência de imprensa, Viriato Sampaio acusou aquele órgão de “sem qualquer fundamentação e de forma injustificada a Mesa da Assembleia Geral decidiu não admitir o nosso pedido de recontagem. Igualmente, não esclareceu as questões e dúvidas colocadas relativamente aos votos recebidos por correspondência“.
O comunicado da Assembleia Geral esclarece que no desenrolar da eleição, “as situações que foram sendo apresentadas às mesas eleitorais foram decididas em conformidade com as normas que gerem o acto eleitoral e sempre por unanimidade dos respetivos membros”. Terminada a a votação, foi feita a contabilização de votos e no final foi lavrada a respectiva acta que foi assinada pelos presidentes das mesas eleitorais e pelos respectivos escrutinadores/fiscais de cada uma das listas. Posteriormente, acrescenta, foi feito o depósito dos boletins de voto numa urna, juntamente com uma cópia da acta respectiva da mesa e os cadernos eleitorais, a qual foi imediatamente selada.
Ainda segundo o mesmo comunicado, “algum tempo depois, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral acedeu a falar com elementos da lista “C” que reclamaram a recontagem dos votos, pedido que não foi atendido dado que o processo tinha sido encerrado sem que tivesse existido qualquer reclamação ou pedido de nova recontagem, inclusivé pelos representantes da lista “C”. Nessa altura, a Mesa da Assembleia Geral esclareceu que, “no seu entender, e de acordo com a lei e os Estatutos, não há norma que permita a pretendida recontagem nos termos em que pretendiam, pelo que deveriam adoptar os procedimentos previstos naquelas disposições normativas e que, obviamente, não iria aceder a uma recontagem sem haver qualquer indício de erro ou irregularidade (que não lhe foram sequer apontados) e na ausência dos demais interessados no acto eleitoral”.
Apesar de ter sido informado de que a PSP tinha sido chamada ao local, a Mesa da Assembleia geral não teve contacto com os agentes daquela entidade policial.
No mesmo comunicado e em relação aos votos por correspondência, a Mesa da Assembleia geral esclarece que aquele órgão “não tem endereço nem caixa postal próprios, pelo que os votos descarregados nas urnas foram aqueles que foram recebidos pelos serviços do Vitória, tendo sido depositados nas urnas os votos chegados até ao momento limite para o efeito previsto nos Estatutos, isto é, antes do início da Assembleia”.
A finalizar o comunicado, a Mesa da Assembleia Geral “lamenta não só o sucedido após o encerramento da Assembleia Geral Eleitoral, bem como que tenha sido comunicado aos associados uma versão dos acontecimentos que não respeita a verdade, e continuará o seu trabalho com total imparcialidade e rigor, do que não abdica”.
Publicado em: 15/06/2026