O vimaranense Bernardo Vieira e Brito recebeu o prémio «Jovem Agricultor do Ano», uma distinção atribuída pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).
Numa cerimónia realizada ontem na Feira Nacional da Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA 26), que decorre no CNEMA, em Santarém, o empresário foi reconhecido pelo projecto que destaca-se pela diversidade e aposta na sustentabilidade.
Com esta distinção, Bernardo Vieira e Brito vai representar Portugal no Congresso Europeu de Jovens Agricultores, em Bruxelas, onde apresentará no próximo mês de novembro o seu projecto no Parlamento Europeu e concorrerá ao título de Melhor Jovem Agricultor da Europa.
Em entrevista ao Grupo Santiago, Bernardo Vieira e Brito explicou que a actividade desenvolve-se em terrenos situados em Penselo, no concelho de Guimarães, e em São Gens, em Fafe. “Em Guimarães, temos cerca de três hectares de vinha DOC Verde, com a comercialização da nossa marca, e temos na unidade de Fafe, onde fizemos um investimento em modo biológico, onde temos dois aviários biológicos com capacidade para três mil galinhas cada, cerca de oito hectares de kiwi verde e amarelo em modo de produção biológica, e outro tipo de culturas como o milho, limões e mel. Temos uma produção integrada e sustentável”, indicou.
Com um percurso académico e profissional ligado à área do Direito, Bernardo Vieira e Brito decidiu há seis anos abraçar um “negócio a céu aberto”, num desafio constante para atingir os objectivos.
“Os meus pais sempre tiveram o gosto pela agricultura! Decidi montar um projecto que fosse actual e diferenciador apostando na sustentabilidade e nas novas tecnologias”, disse, ao sublinhar que o negócio ligado à agricultura assenta numa visão empresarial.
Recordando que os primeiros passos do projecto foram dados há seis anos, quando surgiu a pandemia da Covid-19, o jovem empreendedor mostrou-se satisfeito com o resultado do que classifica como “um negócio a céu aberto”. “Há anos melhores e anos piores! A natureza decide um pouco o rumo, a nossa função é tentar mitigar ao máximo os riscos que sabemos que existem, como as geadas, os granizos, picos de calor que prejudicam tanto a vinha como a exploração de kiwis. Infelizmente, são factores que não conseguimos controlar, apenas temos é que tentar minimizar esses impactos”, frisou, ao realçar a importância da equipa que diariamente o acompanha no desenvolvimento do projecto.
A Feira Nacional da Agricultura prossegue até 14 de junho no CNEMA, em Santarém, reunindo profissionais, empresas, associações e entidades ligadas ao mundo agrícola, num dos maiores eventos do setor realizados em Portugal.
Publicado em: 09/06/2026