O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denuncia a decisão da Unidade Local de Saúde do Alto Ave de “impedir os médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF), das Unidades de Saúde Familiar (USF), de gozarem férias”, previamente acordadas, entre os dias 19 e 31 de dezembro.
“Conhecida duas semanas após o anúncio da adesão dos médicos à greve geral de 3 de junho, esta medida agrava o descontentamento de profissionais já confrontados com a degradação das condições de trabalho e com sucessivos ataques aos seus direitos. Para o SMN, trata-se de uma tentativa inaceitável de compensar falhas de planeamento à custa de quem assegura diariamente cuidados de saúde à população”, refere a estrutura sindical em comunicado.
Esta decisão, sublinha, surge duas semanas após o anúncio da adesão dos médicos à greve geral de 03 de junho e “agrava o descontentamento de profissionais”, já confrontados com a degradação das condições de trabalho e com “sucessivos ataques aos seus direitos”, acrescentando ainda que os médicos de família das USF organizam anualmente os seus períodos de férias de forma articulada, garantindo a continuidade assistencial através dos “mecanismos de intersubstituição” e da gestão autónoma das equipas.
“Este modelo tem permitido assegurar cuidados aos utentes mesmo em períodos de maior procura, sem necessidade de medidas arbitrárias ou restrições generalizadas”, indica.
O sindicato recorda que quem assegura diariamente cuidados de saúde a milhares de utentes, como os médicos de família, tem direito ao descanso, à conciliação da vida profissional com a vida familiar e ao respeito pelos compromissos assumidos e considera “inaceitável” que se procure fazer recair sobre estes profissionais a responsabilidade por “falhas resultantes de opções de gestão e da incapacidade de planear atempadamente” as necessidades dos serviços.
Na nota hoje divulgada, o SMN exige a revogação imediata desta medida e insta o Conselho de Administração da ULS Alto Ave e o Ministério da Saúde a travarem uma decisão que dizem penalizar os médicos e colocar em causa a valorização dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
Contactada pelo Grupo Santiago, a ULS Alto Ave esclareceu que “este é um assunto interno de toda a Unidade que se encontra atualmente em discussão, pelo que, nesta fase, entende não tecer comentários adicionais sobre o mesmo”. “A nossa prioridade mantém-se focada na garantia da continuidade e qualidade dos cuidados prestados à comunidade, procurando sempre assegurar uma resposta adequada às necessidades dos utentes”, salienta.
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Publicado em: 02/06/2026