Há sons que não se limitam a ouvir-se. Instalam-se no silêncio, obrigam à pausa e transformam-se quase numa conversa interior. É precisamente esse o universo que João Martinho procura criar em AEQUILIBRIUM, o primeiro disco da sua carreira, um trabalho profundamente pessoal onde o trombone deixa de ser apenas instrumento para assumir o papel de voz principal de uma narrativa construída entre equilíbrio, introspecção e autenticidade.
Natural das Caldas das Taipas, o trombonista vimaranense vive actualmente na Alemanha, onde construiu um percurso que ultrapassou tudo aquilo que algum dia imaginou. Solista da Orquestra Filarmónica de Hamburgo e professor assistente numa das mais prestigiadas universidades europeias, a Universität der Künste Berlin, João Martinho olha para trás com uma mistura de surpresa e gratidão. “Se me tivessem dito há dez anos que acabaria a ser trombone solista numa grande orquestra alemã e professor assistente numa das melhores universidades da Europa, provavelmente teria dito que estavam malucos”, confessou.
Mas antes dos grandes palcos, das salas de concerto e da carreira internacional, tudo começou numa realidade bem mais próxima. Foi na Banda Musical de Caldas das Taipas que teve o primeiro contacto com a música. Curiosamente, começou pela trompete, mas rapidamente mudou para o trombone por sugestão do antigo maestro da banda. Uma decisão aparentemente simples que acabaria por definir todo o seu percurso artístico.
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Publicado em: 26/05/2026