O Festival MIMO que vai decorrer em Guimarães de 27 de Junho e 5 de Julho, representa um investimento do Município de 600 mil euros.
A revelação foi feita durante a reunião do Executivo vimaranense desta segunda-feira pelo Presidente da Câmara, ao responder a uma questão levantada pela vereadora socialista Gabriela Nunes.
No período antes da ordem do dia, a representante do PS quis saber quais os custos efectivos do evento, as condições negociadas com entidades públicas e privadas envolvidas e se existe algum estudo do impacto económico do retorno anunciado na apresentação do festival.
Gabriela Nunes apontou ainda o calendário escolhido para a iniciativa, observando se não seria “mais vantajoso numa outra época do ano, porque em Julho a taxa de ocupação hoteleira é elevada”, sendo necessário “combater a sazonalidade turística”.
A vereadora aproveitou ainda para indagar junto da maioria que gere o Município se os outros projectos locais do Concelho poderão contar com a atribuição de apoios e com um “tratamento equilibrado” na comparação com o Festival MIMO.
A vereadora da cultura justificou que o investimento com a realização do evento “não invalida a aposta à promoção e valorização daquilo que é produzido e criado no território concelhio”. Isabel Ferreira destacou que a programação do MIMO é alargada a agentes culturais locais, fazendo questão de realçar o aumento do investimento que o Município está a fazer na área cultural, através do programa IMPACTA.
O Presidente da Câmara foi peremptório a assumir que o MIMO exige um investimento de 600 mil euros, estando o Município a contar com o financiamento de 50 por cento desse montante pelo Turismo de Portugal, na sequência de uma candidatura apresentada para o efeito. Ricardo Araújo indicou que o Município está a procurar “acelerar a projecção de Guimarães, com uma marca cultural muito forte, procurando chegar a públicos diferentes”. “Na mesma semana em que estive na apresentação do Festival MIMO, também estive na apresentação do ciclo de concertos do Grande Órgão Histórico da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira que conta igualmente com apoio municipal”, lembrou.
“O Festival MIMO já tem uma longa tradição e forte presença internacional e que este ano encaixa no objetivo de fazer de Guimarães uma cidade de grande palco de eventos internacionais. É um investimento com um potencial de grande retorno, do ponto de vista turístico, do número de visitantes, de dinamização do comércio local e da hotelaria”, sublinhou, ao garantir que “se os resultados da edição deste ano forem positivos como se espera será uma aposta para continuar no futuro “. “É um evento gratuito, inclusivo, vai decorrer num espaço público aberto, tradicionalmente de verão e tem uma grande identidade com a componente histórica e patrimonial. Enquadra-se perfeitamente com a nossa cidade e vai atrair um público muito interessante para Guimarães”, perspectivou.
A programação do Festival MIMO cruza música, cinema, património e cultura urbana, ficando o palco principal no Campo de São Mamede. As actividades do evento vão estender-se também a monumentos e outros espaços emblemáticos do centro histórico de Guimarães.
Segundo a organização, o festival deverá atrair cerca de 74 mil participantes ao longo dos nove dias, incluindo entre 18.500 visitantes com dormida, o que poderá gerar entre 18 mil e 40 mil dormidas. O impacto económico directo está estimado entre 6 e 10 milhões de euros, com efeitos sobretudo na hotelaria, restauração e comércio local.
Na reunião desta segunda-feira, em representação do PS, Helena Chaves e Zara Pontes participaram na sessão em substituição de Ricardo Costa e Sérgio Silva.
Publicado em: 11/05/2026