O treinador do Vitória, Gil Lameiras, esteve na sala da imprensa da Academia para promover a antevisão do encontro com o Sporting, da 32ª jornada da Liga. O jogo está marcado para as 20h15 deste segunda-feira e terá lugar no Estádio de Alvalade.
Neste ciclo de quatro jogos a somar pontos é um desafio tentar mostrar que o Vitória pode lutar para conquistar pontos frente ao Sporting?: “Nós jogamos sempre de igual para igual com qualquer que seja o adversário. Obviamente que, por vezes, há circunstâncias no jogo que vão alterando e o jogo vai-se alterando, uma equipa com mais crescendo, outra tem que defender mais um bocadinho. Mas, o ponto de partida será sempre disputar o jogo para vencer. E é dessa forma que vamos entrar, como entramos até agora em qualquer jogo, também sempre para ganhar. Obviamente que estamos num momento em crescendo e isso dá-nos mais confiança para disputar os 3 pontos.”
O Vitória ainda não pontuou com um dos três primeiros classificados. Este jogo traz esse fator de motivação?: “Sim, sem dúvida. Acho que é um bom desafio saber que o clube ainda não pontuou contra essas equipas. Mas, ao mesmo tempo, queremos olhar mais para nós, para aquilo que nós temos que fazer. É com isso que temos retirado aqui alguns frutos porque achámos que primeiramente tínhamos que olhar para nós antes de olhar para fora ou para o adversário. Vamos encontrar uma equipa difícil, ainda para mais nesta fase final toda a gente quer pontos. E sim, concordo que seja um desafio desse ponto de vista. Internamente é só o próximo jogo e queremos ganhar e dar uma boa resposta a nós mesmos.”
E que tipo de jogo pode esperar tendo em conta que o Vitória encontra um Sporting que perdeu pontos com os dois últimos classificados nos últimos jogos?: “Não sabemos bem o tipo de jogo que vamos esperar. Não sabemos como é que o adversário vai estar. Sabemos como queremos estar. Sabemos que queremos muito assumir o jogo porque acreditamos que assumindo o jogo estamos mais próximos de chegar ao final com a vitória. Obviamente que isso terá outros constrangimentos como a transição, como sermos nós a descobrir os próprios espaços, os próprios caminhos. Aabemos que do outro lado também está uma grande equipa com excelentes individualidades, muito bem orientada também. E é um tipo de jogo que, muito sinceramente, não sabemos o tipo de jogo que podemos esperar. Aquilo que eu espero é que seja um grande jogo com duas grandes equipas a assumir o jogo e a querer ganhar. Acho que é isso que está em cima da mesa.”
Crê que o Sporting pode entrar em campo mais pressionado que o Vitória porque está na luta pelo 2º lugar? O Vitória pode tirar proveito disso?: “Eu penso que são dois clubes que entram sempre pressionados para vencer os jogos. Obviamente que o Sporting jogando em casa e depois desta série que não tem sido a melhor, acredito que estejam mais pressionados. Nós também estamos pressionados porque queremos deixar uma boa resposta, uma boa exibição, e também queremos ganhar o jogo.”
Tony Strata entrou bem contra o Rio Ave. Cria dúvidas para o onze?: “São dúvidas boas. São excelentes dúvidas. E foi esse o intuito com que lançámos o Miguel Maga. Lançamos o Miguel Maga para criar desconforto no Tony. É o que qualquer treinador gosta de ter, competitividade nas posições. Quando chegámos havia algumas posições em que fruto dos jogadores dessa posição não estarem a jogar muito tempo não estavam tão competitivas. E acho que foi muito bom para o Tony o Maga ter entrado bem na equipa.”
Esse exemplo do que aconteceu no lado direito da defesa pode acontecer nas restantes posições até ao final da época?: “Estamos já numa fase final, o ideal era isto numa fase inicial. Nós causarmos esse tipo de dificuldade para não haver relaxamento ou acomodação. Uma vez estamos na parte final mas torna-se mais difícil existir isso. A equipa tem andado muito em cima daquilo que tem sido a nossa ideia, não tem fugido muito daquilo que nós lançámos. Vamos ver os indicadores que os jogadores vão dando durante a semana.”
Como tem procurado manter os jogadores disponíveis para o campeonato numa altura em que os objetivos não são os mesmos?: “A disponibilidade é o desafiar os jogadores. Desafiar os jogadores, dizer-lhes que era possível termos feito uma época bem melhor. Obviamente temos aqui uma Taça da Liga a ganha. Não foi comigo, mas o clube e o grupo conquistou essa Taça da Liga com todo o mérito. Mas, depois olhando para o campeonato, para aquilo que foi a Taça de Portugal, percebemos que o trajeto que a equipa fez poderia ter sido bem melhor. Tenho-lhes feito perceber no dia a dia que a exigência que nós temos que colocar todos os dia tem de ser sempre no limite. Somos uma equipa grande e não podemos ser só uma equipa grande de nome. Temos que o demonstrar dia a dia, temos que o demonstrar com comportamentos. E esta equipa tem que o demonstrar até ao final. Independentemente do futuro de toda a gente, tem que o demonstrar até ao final, porque os jogadores sabem que é possível fazermos muito mais. Ainda no último jogo não ficámos totalmente satisfeitos com a vitória, pu com aquilo que nos levou à vitória. No processo nem sempre as coisas aconteceram como gostaríamos. Queremos que os jogadores sintam que é possível fazer mais e melhor. Tem sido um bocadinho essa a forma de eles desafiar no dia a dia.”
Publicado em: 03/05/2026