O presidente da Assembleia Geral do Vitória, João Henrique Faria, revelou que já informou a Direção do clube e a Administração da SAD “das preocupações, entendimentos e pretensões” veiculadas pelos associados “relativamente à situação económico-financeira do Clube e da SAD”, tendo mesmo “recomendado a esses órgãos sociais executivos que procedam de forma a que seja respeitado o direito à informação do acionista Vitória Sport Clube nos termos previstos nos artigos 288.º e 291.º do CSC, aplicados por analogia, sem esquecer que esse direito à informação é, sobretudo, um mecanismo de defesa das minorias.”
Num comunicado publicado no site oficial do clube, a Mesa da Assembleia Geral começa por dar conta das “diversas comunicações por parte de alguns associados, manifestadas quer individualmente, quer em grupo, no sentido de promover e diligenciar junto da Direção a tomada de medidas com vista a salvaguardar o direito à informação, divulgação e consulta” por parte dos sócios e dos candidatos às próximas eleições de diversa documentação que “revele a situação económica e financeira do Clube e da SAD.” E acrescenta que “a Direção do Vitória foi também informada da necessidade de, atendendo ao período eleitoral em curso, dar conhecimento às candidaturas que efetivamente se venham a submeter ao sufrágio eleitoral e que sejam estatutariamente validadas, das informações que se mostrem necessárias e suficientes para que possam fazer uma correta avaliação da situação económico-financeira do Clube e da SAD, sem prejuízo do disposto no artigo 291.º, n.º 4, al. b) do CSC e no artigo 16.º, n.º 1, al. h) dos Estatutos do Vitória SC.”
E no seguimento das diligências que promoveu, a Mesa da Assembleia Geral recebeu garantias “pela Direção do Vitória SC de que se propõe prestar as informações e esclarecimentos necessários a todas as candidaturas que efetivamente se venham a submeter ao sufrágio eleitoral e que sejam estatutariamente validadas, sobre a situação económico-financeira do Clube e da SAD, em condições de total transparência e igualdade, sendo que a MAG não vislumbra qualquer razão para pôr em causa o respeito por esse compromisso.”
O órgão liderado por João Henrique Faria assegura que agirá “sempre e até ao último minuto do seu mandato, de forma a respeitar e cumprir escrupulosamente com tudo o que lhes está determinado, legal e estatutariamente, e assegurar que as eleições decorram de forma democrática, esclarecida, livre e pacífica”, sendo que está “convicto de que todos compreenderão que lhes é ilícito praticar atos que sejam da competência de outros órgãos sociais, ilicitude essa que é transversal às ações de todos os órgãos sociais, independentemente das pressões a que estejam sujeitos, vindo elas de onde vierem.”
A Mesa da Assembleia Geral convidou também “todos os associados e todos os órgãos sociais do Vitória SC a promoverem o diálogo entre si, e a terem sempre presente que, para além e acima dos interesses individuais, ainda que legítimos, estão os superiores interesses do Vitória Sport Clube.”
Por fim, “com esse pressuposto, apela ainda a todos os intervenientes no processo eleitoral – associados, candidaturas e órgãos sociais -, a assumirem posições de forma que sejam respeitados os legítimos direitos dos sócios e das candidaturas, mas também a empenharem-se e a cooperarem no sentido de assegurar as condições que permitam a valorização do Clube e da SAD, de forma a que possam cumprir com a maior eficácia os seus interesses e objetivos desportivos e económicos, como a todos é exigido no artigo 14.º dos Estatutos do Vitória Sport Clube.”
Publicado em: 29/04/2026