O Presidente da Câmara de Guimarães realçou a importância “simbólica e o valor político” da visita do Presidente da República, António José Seguro, realizada esta terça-feira, ao Laboratório da Paisagem, em Creixomil, sede da Capital Verde Europeia, considerando-a “um gesto que muito nos honra, mas que também muito nos interpela e responsabiliza”.
“Tomamo-lo como sinal de atenção ao território, de proximidade à vida concreta das comunidades e do reconhecimento de que Portugal se faz, não apenas a partir dos seus centros de decisão, mas igualmente a partir das cidades e concelhos que pensam, trabalham, inovam e servem o país”, sublinhou Ricardo Araújo.
No seu discurso, o Edil aproveitou para reiterar que “a Batalha de São Mamede deve ser afirmada perante o país com a grandeza que lhe corresponde, como o Dia Um de Portugal”, ao anotar que “há datas que pertencem à espinha dorsal de um povo”.
“São Mamede é essa data por excelência. E por isso as comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, que celebraremos em 2028, não devem ser entendidas como uma efeméride municipal ampliada, mas como uma grande convocação nacional; uma convocação à memória, à reflexão histórica, à consciência cívica e ao sentido de continuidade colectiva”, assumiu, ao destacar que “Guimarães 26 – Capital Verde Europeia só faz sentido se for, antes de mais, útil aos nossos cidadãos. Se melhorar a vida quotidiana. Se reforçar a competitividade do concelho. Se ajudar a enfrentar desafios reais, como a habitação, a mobilidade, a coesão social, a qualificação do espaço urbano e a preparação do território para as novas exigências ambientais e económicas”.
“A grande virtude de Guimarães 26 – CVE: não pensar a sustentabilidade como adorno discursivo, mas como uma política transversal e concreta de bem comum”, continuou, considerando que a cerimónia reuniu os dois grandes fios da identidade contemporânea de Guimarães: “de um lado, a cidade berço da fundação, que guarda e interpreta um dos momentos decisivos da nossa formação histórica; do outro, a cidade do futuro, que experimenta políticas, mobiliza conhecimento e assume, com ambição europeia, a responsabilidade da transição ecológica e de mais e melhor qualidade de vida para todos”.
“O que verdadeiramente distingue os territórios com consciência histórica é a capacidade de converter herança em projeto. E Guimarães quer ser exatamente isso: uma cidade que honra e valoriza o que recebeu, construindo o que ainda falta fazer”, manifestou o Presidente da Câmara, esperando que a visita “permaneça como um encontro significativo entre a Presidência da República e uma cidade que quer continuar a servir Portugal, honrando a sua origem e construindo o seu futuro”. Por isso, desafiou António José Seguro a sentir durante o seu mandato, em permanência, “o abraço dos vimaranenses”.
Publicado em: 10/03/2026