O Presidente da Câmara diz que está a acompanhar a situação do Grupo Celeste mas que o Município não tem capacidade de intervenção no processo. Ricardo Araújo respondia na Assembleia Municipal a Inês Rodrigues da CDU que questionou o Executivo Municipal sobre a “situação dramática” que vivem centenas de trabalhadores daquela grupo empresarial.
“São centenas de trabalhadores com salários em atraso e postos de trabalho em risco e que são essenciais para a economia local”, afirmou.
Inês Rodrigues, que marcou presença na concentração dos trabalhadores do Grupo Celeste, disse ter sido “confrontada com relatos dramáticos”.
“Há famílias em que ambos os cônjuges trabalham na empresa e têm salários em atraso, o que gera uma incapacidade imediata de fazer face às despesas mensais mais básicas”, sublinhou para questionar o Presidente da Câmara se tem “acompanhado de perto a situação destes trabalhadores e mantido o diálogo com os sindicatos e a administração da empresa. Que diligências está a Câmara disponível a fazer junto do Governo para garantir a manutenção destes postos de trabalho e a viabilidade da empresa?”
Na resposta, o Presidente da Câmara disse que acompanha a situação “com preocupação”. Ricardo Araújo disse ter “noção do número de trabalhadores que estão envolvidos e da dificuldade social que isso pode significar”.
“Enquanto Presidente de Câmara estou disponível para receber, quem tiver que receber e estudar com os mecanismos que a Câmara tem à disposição, as respostas que consigamos criar do ponto de vista social que sejam necessárias”. No entanto, acrescentou que do ponto de vista “do problema estrito, específico, da empresa, da sua solvência ou insolvência, a Câmara não tem grande capacidade, ou melhor, não tem capacidade de intervenção”.
Publicado em: 04/03/2026