Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, defendeu a ideia de que houve “dois jogos dentro de um: houve um jogo até à expulsão [aos 39 minutos] e outro depois da expulsão. Foi um jogo fechado e muito tático. O Gil Vicente veio com uma estratégia de ser mais agressivo na pressão do que é habitual, mas contornámos isso, sem ser perigosos. Com a expulsão, o jogo muda. Tivemos grande atitude. Tentámos ter bola, mas, com o tempo, ficou difícil. Faltou ‘pilhas’ para segurar o empate.”
“Com menos um, era mais difícil, mas sabíamos o caminho a percorrer. Há duas oportunidades claras do Gil Vicente [para marcar], mas o resultado é inglório, fruto do nosso esforço. Dou os parabéns ao Gil Vicente e ao César Peixoto pela época que estão a fazer. Também está de parabéns o nosso grupo de trabalho. Independentemente do resultado, os nossos adeptos estarão orgulhosos do esforço”, acrescentou.
Sobre a sua expulsão, Vasco Botelho da Costa adiantou: “Os jogadores jogam, o treinador treina, os dirigentes dirigem e os árbitros arbitram [a propósito da grande penalidade do Gil Vicente e dos seus protestos que originaram a expulsão]. Julgo que vêm dar o seu melhor. [Na expulsão] Fiz o meu comentário sobre o jogo, mas não insultei ninguém, nem fui mal educado. Sou um bocado chato, mas não insultei com palavrões.”
“O desafio nesta fase em que os resultados não são positivos é usar isso como motivação. Nos bons resultados, vem a motivação, mas também o relaxamento, por vezes. Aqui, tem de haver inconformismo e resiliência”, terminou.
Publicado em: 07/02/2026