O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, esteve na sala de imprensa do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas para a antevisão do encontro com o Santa Clara. A partida da 19ª jornada da Liga realiza-se este sábado, pelas 15h30.
O que espera da sua equipa no jogo com o Santa Clara: “Gostamos muito de jogar em nossa casa. Pena que o tempo não vai estar muito famoso, faço um apelo aos nossos adeptos para não deixarem que isso os afete, porque eles têm sido muito importantes para nós. Temos um adversário muito difícil pela frente, claramente que a classificação não traduz o valor, quer das individualidades, quer da equipa. É uma equipa muito organizada, é muito difícil fazer golos ao Santa Clara, ainda para mais num campo com as características do nosso campo. Acho que são fortes em praticamente todos os momentos. Os pontos que vão perdendo são sempre muito no detalhe e, portanto, acho que é uma equipa cheia de valor. Mas, como sempre, temos que olhar para nós, perceber que estamos aqui numa nova evolução, digamos assim, com alguma gente dentro de campo que não tinha tido tantos minutos até aqui.”
O jogo com o Estoril ficou marcado por novos erros individuais…: “Não há jogos sem erros, não há perigo sem erros. O facto de nós chegarmos um pouco mais tarde à pressão não deixa de ser um erro que depois pode desencadear o cruzamento, por exemplo, da situação do penálti. À medida que o tempo foi passando fomos perdendo um bocadinho de gás. Olhar também para isso como crescimento e perceber que o jogo com o Santa Clara vai ser um completamente diferente. Como sempre, queremos mandar, queremos tentar roubar a bola à Santa Clara.”
Os pormenores poderão ser decisivos neste jogo com o Santa Clara?: “Sim, não tenho a mais pequena dúvida. Esta Liga é isso. Tirando cinco equipas que têm argumentos diferentes, responsabilidades diferentes, todas as outras equipas lutam pelo mesmo nível, é muito idêntico, é muito semelhante. E quando falamos dessa competitividade extrema, aquilo que faz a diferença é o detalhe. É uma bola que nós chegamos mais tarde para cortar, é uma bola que nós rematamos à baliza, como aconteceu a semana passada, e quase por instinto a bola não entra. E depois, no fim, temos que somar todas essas situações. Agora, aquilo que nós acreditamos, e é sobre isso que trabalhamos diariamente, é que temos que ser muito conscientes daquilo que temos que fazer, perceber os pontos fortes do Santa Clara, como é que podemos anular, a forma como podemos controlar o jogo de profundidade do Santa Clara, o jogo de corredores também é um jogo muito forte. E depois olhar também para o inverso, para o momento em que nós temos bola, perceber que eles são uma equipa compacta, uma equipa que quando ativa a pressão é bastante agressiva, muito forte nos duelos. Nós precisamos de pôr a bola a andar depressa, exatamente para evitar esse tipo de situações.”
Está agradado com Yan Lincoln e com o Luís Hemir? Pensa que é necessário contratar um ponta-de-lança?: “Honestamente, não vejo essa necessidade. O projeto do Moreirense está muito bem definido. O mercado, muitas vezes, não acontece ao ritmo que nós idealizamos. Eu até lhe sou honesto, se calhar para mim era muito mais fácil que o mercado fechasse antes da primeira jornada e depois não houvesse mais mercado até ao final da época, porque nós sabíamos sempre com o que é que tínhamos que contar. Agora, uma coisa é nós acharmos que isso é um problema e colocar o foco demasiado nisso. Não serve de nada estar aqui demasiado preocupado com a questão das saídas terem acontecido antes das entradas, porque eu acho que no fundo isto são situações normais. O Moreirense tem dado provas incríveis de conseguir contratar jogadores muito baratos e depois vendê-los mais caros, conseguir melhorar a vida desses jogadores, ao mesmo tempo substituir jogadores que saem com jogadores de muita qualidade, conseguir fazer classificações e campeonatos consistentes. Portanto eu acho que o Moreirense tem sido um exemplo na abordagem aos mercados, na forma como elabora os seus plantéis. Apenas me resta trabalhar com quem está à disposição até à data. Sabemos o que é que está a ser feito, portanto não há aqui grandes surpresas. Confiar que as coisas estão a ser feitas e estão a ser bem feitas, tudo vai acontecer nos timings naturais. Estamos muito satisfeitos, quer com o Luís, quer com o Yan. O Luís fez um trabalho fantástico naquilo que foi a sua evolução, chegou tarde, não chegou muito bem, tem trabalhado muito. O Yan teve um infortúnio de ter tido uma lesão prolongada, também já está a 100%. Aquilo que eles têm que olhar é muito um para o outro, porque estão sempre ali a morder calcanhares um ao outro para conseguir jogar na nossa equipa, como tem acontecido em muitas outras posições.”
Está preparado para a saída de jogadores como Dinis Pinto ou Alanzinho?: “Temos de estar, o projeto do Moreirense é esse. As coisas são pensadas e executadas com cabeça, tronco e membros. A qualquer momento podem acontecer essas situações e se acontecerem vamos ter resposta para elas.
Caio Secco continua de fora?: “Sim, continua de fora. O Michel também está de fora.”
Publicado em: 23/01/2026