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(VÍDEO) Abriram-se as portas da Capital Verde Europeia: “projecto de Guimarães e dos Vimaranenses. Todos contam. Todos fazem falta. Todos fazem parte”, vincou Ricardo Araújo.

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O Presidente da Câmara Municipal assumiu o empenho de Guimarães para escrever a página de “melhor Capital Verde Europeia”, com um ano de acções “com impacto duradouro.

Na cerimónia de compromisso, durante a conferência internacional realizada esta sexta-feira, durante a manhã no Teatro Jordão, Ricardo Araújo recebeu o Green Book, o testemunho de Capital Verde Europeia, das mãos do representante de Vilnius, na Lituânia, que, em 2025, ostentou idêntico galardão.

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Na sua intervenção, o Edil indicou que “2026 é um meio para melhorar a qualidade de vida e reforçar a competitividade do Concelho, preparando Guimarães para os desafios das próximas décadas, podendo Guimarães “inspirar Portugal e outras cidades europeias” com o compromisso assumido pela distinção de Capital Verde Europeia. “Ser a Capital Verde Europeia”, para Ricardo Araújo, “demonstra que a liderança climática não pertence apenas às grandes metrópoles”. “Pertence também aos territórios próximos das pessoas, onde as políticas públicas têm rosto, onde as decisões se traduzem rapidamente em qualidade de vida e onde a transformação é sentida no quotidiano”, afirmou, considerando que o exemplo de Guimarães “prova que a escala humana pode ser uma enorme vantagem na transição ecológica”.

“Este reconhecimento europeu não é um ponto de chegada, mas antes um compromisso. Um compromisso com os cidadãos, com a Europa e com as gerações futuras. Um compromisso que nos exige coerência entre discurso e ação, ambição sustentada no tempo e coragem política para fazer diferente”, continuou, ao declarar “que preservar o passado é inseparável de cuidar do futuro”.

Durante o discurso de abertura da cerimónia, Ricardo Araújo enalteceu o papel da equipa liderada pelo seu antecessor Domingos Bragança, presente na sessão, ouvindo-se um aplauso nesse momento.

No entender do Presidente do Município, “a Capital Verde Europeia 2026 demonstra que cidades com raízes históricas profundas podem ser, simultaneamente, laboratórios vivos de inovação, sustentabilidade e coesão social, mas também exemplos inspiradores para outras cidades europeias”.

Ao destacar que a distinção resulta “do empenho colectivo da comunidade”, Ricardo Araújo sublinhou que “pertence aos cidadãos, às instituições, às organizações, às escolas, às empresas, às associações e a todos os que, com responsabilidade e visão, constroem diariamente um território mais sustentável. A ambição ambiental só se concretiza quando é partilhada, quando se transforma num desígnio comum e quando se traduz em ação concreta em benefício do planeta, seguramente, mas igualmente, em benefício de todos”.

“A visão de Guimarães é clara e inequívoca, desejamos permanentemente confirmarmo-nos como uma cidade mais verde, mais justa e mais resiliente; uma verdadeira Cidade de Um Só Planeta. Queremos viver dentro dos limites ecológicos do território, mas garantindo simultaneamente qualidade de vida, desenvolvimento económico, justiça social e oportunidades para todos”, prosseguiu, indicando a continuidade do investimento “na transição energética, na eficiência energética e na redução das emissões, na valorização e expansão dos espaços verdes urbanos, promovendo a biodiversidade; numa mobilidade urbana sustentável, baseada em modos suaves e num transporte público totalmente descarbonizado; e numa economia circular que reduz resíduos e promove padrões de consumo responsáveis. Mas sabemos que a sustentabilidade não é apenas ambiental. É, acima de tudo, humana”.

“A Capital Verde Europeia 2026 coloca a justiça social no centro da transição ecológica. A acção climática só é e só será bem-sucedida se gerar oportunidades, reduzir desigualdades e melhorar o bem-estar coletivo. Em Guimarães, acreditamos que não há transição sem participação democrática, educação, ciência e inovação. Não há futuro sustentável sem cidadãos informados, envolvidos e mais capacitados”, anotou, ao acrescentar: “é este espírito que nos distingue, esta capacidade de unir pessoas muito diferentes em torno de um propósito comum”. “Aqui não há distância entre quem investiga e quem cuida do território; entre quem decide políticas públicas e quem planta uma árvore; entre quem inova na economia e quem transforma comportamentos no dia a dia. Existe um consenso político e social claro, o de que este caminho exige tempo, estabilidade e responsabilidade partilhada”, disse.

“A Capital Verde Europeia 2026 é, por isso, um projeto de Guimarães e dos Vimaranenses. Todos contam. Todos fazem falta. Todos fazem parte. Queremos, acima de tudo, que os Vimaranenses sintam orgulho. Orgulho por viver numa cidade que cuida do seu território, que aposta na ciência e na inovação, que valoriza o desporto e a cultura, que redefine a relação entre as pessoas e a natureza, que aposta na economia e na qualidade de vida para todos”.

Convicto de que durante este ano, Guimarães será capaz de “mostrar que cidades de média dimensão podem ser motores da transição climática, espaços de experimentação de políticas públicas eficazes e territórios onde sustentabilidade significa qualidade de vida, competitividade económica e felicidade coletiva”, Ricardo Araújo prometeu um “ano extraordinário”. “Um ano em que Guimarães abre as portas ao mundo, acolhe redes internacionais, promove debate europeu e envolve cidadãos, investigadores, artistas e decisores. Mas será, acima de tudo, um ano de acção com impacto duradouro”, manifestou, ao destacar que “a Capital Verde Europeia 2026 é um meio, não um fim”. “Um meio para melhorar a qualidade de vida, reforçar a competitividade do concelho e preparar Guimarães para os desafios das próximas décadas. O sucesso deste ano não se medirá apenas em eventos, mas no que fica depois nas políticas, na economia, nas pessoas e no território”, salientou, concluindo que “Guimarães não espera pelo futuro, mas está empenhada na sua construção com determinação, com ambição, com ciência, com inovação, com participação, com envolvimento, com todos”.

Na cerimónia, o Secretário de Estado do Ambiente vincou o apoio do Governo à estratégia de Guimarães, sublinhando que no Ministério do Ambiente e Energia prevalece “a convicção de que é possível superar os desafios da sustentabilidade climática ambiental com as pessoas, com as empresas, com toda a sociedade transformando barreiras em oportunidades”. “A transição ecológica não é um sacrifício é um progresso inteligente, é ter orgulho numa cidade como Guimarães, num País como Portugal que protege os seus rios, que respira melhor, que poupa energia, que cria novos empregos e cuida dos mais vulneráveis”, assinalou João Manuel Esteves, considerando que “Guimarães é a prova viva de que isso é possível”.

O representante do Governo realçou o exemplo de Guimarães, “pela forma como concilia a qualidade de vida, crescimento económico, preservação do património e conservação e valorização da natureza”, ao advertir que 2026 “não é apenas de celebração, mas a confirmação da vontade e do querer das entidades e das pessoas de Guimarães”. “Ser CVE não significa ser uma cidade perfeita, mas sim uma Cidade que demonstra evolução contínua, resultados mensuráveis e uma visão para o futuro. Este não é um galardão para por na vitrine é um selo de liderança cívica que afirma que nesta Cidade a sustentabilidade acontece no terreno. Guimarães tem mostrado liderança em áreas fundamentais do ambiente. A transição ambiental é partilhada, há compromisso político, da academia, dos colaboradores do Município e das Instituições, um envolvimento proactivo dos cidadãos, um trabalho de proximidade com a indústria e uma compatibilização constante entre desenvolvimento económico e responsabilidade ambiental”.

A sessão de abertura da conferência internacional contou com a presença de Patrick Child, Director-Geral Adjunto do Ambiente, da Comissão Europeia, assim como representantes da Comissão Europeia e das cidades de Vilnius, Valência e Heilbronn que participaram numa mesa redonda sobre as perspectivas das cidades para a transição verde. Foi ainda transmitida uma mensagem de vídeo de Jessika Roswall, Comissária Europeia do Ambiente. 

Publicado em: 09/01/2026

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