O Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas garantiu que “os associados têm razões para confiar nas pessoas que continuam à frente da Instituição”.
Após ter dado posse aos órgãos sociais para o triénio 2026/2028, na cerimónia realizada este domingo, José Luís Oliveira, que foi reconduzido no cargo para cumprir mais um mandato, recordou “acto eleitoral histórico” pela elevada afluência de associados. “Há 33 anos quando houve uma disputa eleitoral entre duas listas tinham vindo votar cerca de 600 associados. Desta vez, fomos surpreendidos com a presença de 1354 associados, um número com que não estávamos a contar. Sou o principal responsável pelo que correu menos bem e queria pedir desculpas aos nossos associados, muitos deles estiveram na fila para votar mais de uma hora. Foi um dia histórico e que marcará a história desta casa”, afirmou, aproveitando para felicitar o concorrente da lista vencida, José Augusto Ferreira, “pela coragem que teve ao candidatar-se e pela dimensão e dignidade que deu ao acto eleitoral”.
“O resultado foi esclarecedor! Foi um sinal de que os associados pretendem manter uma linha de continuidade e de estabilidade. Os órgãos sociais hoje empossados, com a excepção de três pessoas, são os mesmos que vieram do anterior mandato. Ao nível directivo só temos duas alterações: sai o nosso presidente cessante Luís Soares que por motivos profissionais não poderá continuar e Joaquim Oliveira que deixa a direcção”, indicou, sublinhando que “os associados têm razões para confiar nas pessoas que continuam à frente da Instituição, que vive numa situação financeira estável”.
“Esta direcção que termina o triénio teve a preocupação de valorizar os recursos humanos, concretizando um aumento da massa salarial na ordem dos 14 por cento, muito acima de qualquer inflação dos últimos anos”, continuou, fazendo um balanço da actividade desenvolvida, como “a aquisição de novas viaturas, um drone, equipamentos de protecção e socorro, um forte investimento na instalação de painéis fotovoltaicos que já estão a produzir resultados da despesa com a energia, o centro de formação certificada que finalmente está concluído e o projecto de requalificação da piscina e da sede social iniciado pela anterior direcção e que é intenção de prosseguir e tentar concretizar”.
Após ter felicitado o novo presidente da Direcção, José Luís Oliveira observou: “não é uma tarefa fácil, sabemos que nesta casa sempre houve, há e haverá problemas, sempre assim foi e sempre assim será provavelmente. A tarefa não é fácil, mas sou testemunha da vontade, do empenho e da força que o Miguel Sousa tem para desempenhar estas funções”. “No contacto pessoal que temos mantido, o Miguel Sousa está empenhado e muito motivado e com alguma felicidade até. E por que não dizê-lo é uma felicidade e uma honra presidir a uma instituição centenária, provavelmente a Instituição mais importante da nossa vila. Tenho a certeza que fará um bom trabalho, nunca tive dúvidas da sua competência, da sua experiência e de toda a equipa que o acompanha”, concluiu.
Luís Soares: “A instituição está muito bem entregue”
Durante a cerimónia, o presidente cessante agradeceu “aos associados o privilégio” concedido por ter liderado a Instituição nos últimos três anos e “aos bombeiros pela forma como zelaram pela missão confiada e pelo apoio à direcção. Luís Soares admitiu que termina funções “com um sentimento misto”, referindo que encontrou “uma Instituição muito bem organizada, ao nível dos funcionários, o que permitiu que a Direcção levasse de forma mais simples o seu trabalho”. “Depois”, acrescentou, “porque financeiramente é uma instituição que estava estabilizada e tinha um quadro de profissionais na área da protecção civil que nos davam garantias de que o trabalho podia ser bem desenvolvido”.
Agradecendo a todos aqueles que ajudaram a Instituição, Luís Soares felicitou os órgãos eleitos. “A instituição está muito bem entregue quer do ponto de vista da organização, quer na experiência que têm na gestão de instituições públicas, mas sobretudo na imagem que preservam na comunidade, fundamental para que esta Instituição mantenha a imagem na comunidade; ter pessoas sérias, com experiência e competentes na condução dos nossos destinos é uma segurança para a Instituição que tem um papel relevante”, assinalou.
No seu discurso, Luís Soares frisou que “os tempos são muito desafiantes e estranhos para todos”, ao reflectir que “o respeito pelas regras e o respeito pela lei” é “um aspecto fundamental e que tem regido a vida dos homens. Quando no nosso quotidiano deixamos de respeitar as regras, deixamos de respeitar o que em comunidade vamos escolhendo, normalmente é meio caminho para o colapso. Eu não queria que isso acontecesse no mundo, no nosso País e na nossa comunidade”. “Desejo de forma muito pessoal que a Direcção legitimada pelos associados possa no quadro das responsabilidades que lhe foram confiadas garantir que o trabalho que se iniciou e que não é só de há três anos, tivemos a felicidade de ter sempre pessoas que pugnaram por uma boa gestão, rigorosa que nos permitiu ter aquilo que temos hoje mas que de facto a direcção possa continuar esse trabalho na certeza de que nada é feito se não tivermos o apoio na história da nossa comunidade”.
“Num período tão difícil na nossa história o respeito pelo outro e o diálogo continuam a ser o caminho para o sucesso comum. Quem permanentemente guerreia, quem permanentemente procura desestabilizar o quadro legal, as regras de convivência pacífica, normalmente não acaba bem. Não queria que isso acontecesse no mundo, não queria que isso acontecesse na nossa Instituição”, destacou, aludindo ao facto de “ontem termos assistido a algo que se passa a muitas milhas daqui, mas que deve convocar a uma reflexão profunda sobre o papel que cada um de nós tem na comunidade”.
Publicado em: 04/01/2026