A tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas ficou marcada por uma concentração, no exterior do quartel. Quatro Chefes do Corpo de Bombeiros – António Moreira Silva, Manuel Jorge Ribeiro, João Paulo Gomes e Luís Manuel Andrade -, sujeitos recentemente a uma pena de suspensão de 30 dias, com efeitos imediatos, aplicada na sequência de um processo disciplinar instaurado pelo Comando daquela corporação, permaneceram naquele local durante cerca de duas horas, acompanhados por outros colegas.
À saída da cerimónia de tomada de posse, o Presidente da Câmara conversou com os quatro chefes suspensos, ouvindo de viva voz que poderá contar com a sua disponibilidade para o que precisarem. “O que o Município necessitar, cá estaremos para ajudar”, disseram após terem sido cumprimentados pelo edil Ricardo Araújo.
A sanção aplicada pelo Comando dos Bombeiros é para os Chefes visados “abusiva” e sem “qualquer fundamento legal”, refere-se num esclarecimento escrito enviado ao Grupo Santiago, onde pode ler-se que a decisão “é apenas mais uma tentativa do (ainda) Sr. Comandante Hermenegildo Abreu disseminar o medo e o terror no Corpo de Bombeiros, e com isso, procurar obter dos Bombeiros do Corpo Ativo o respeito de um líder que há muito deixou de ser!” A pena aplicada remonta a um processo despoletado em 2024, com denúncias dos comportamentos do Comandante à Direcção da Associação e à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, vindo a ser instaurado em 2025 o processo disciplinar.
Questionando sobre o assunto, o Comandante Hermenegildo Abreu adiantou que foi aplicado o Regulamento Interno, “não se pronunciando sobre ele”, enquanto os chefes visados garantiram que vão recorrer da decisão.
Em diversos locais, na vila das Caldas das Taipas, foram colocados este domingo várias tarjas com mensagens de apoio aos quatro Chefes da corporação.
Publicado em: 04/01/2026