Depois de um dia de greve geral, esta sexta-feira, os serviços públicos podem voltar a sofrer constrangimentos, devido a uma outra greve, desta vez convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (SITOPAS) e também pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR).
Em Guimarães, de acordo com os dados recolhidos pelo Grupo Santiago, o serviço de Finanças esteve encerrado, e houve consultas agendadas nos centros de saúde adidas. Na educação, esteve fechada a EB1 Agostinha da Silva, em Abação, a EB1 de São Roque, na Costa e a EB1 de Guardizela, e sem componente lectiva as EB1 de Barco, Donim e Fafião, do Agrupamento de Briteiros, e as EB 1 Infantas e Serzedo, do Agrupamento Santos Simões.
Neste dia de greve, a Câmara Municipal de Guimarães registou nas escolas uma adesão na ordem dos 6,59% e nos diversos serviços municipais 5,80%.
A paralisação desta sexta-feira voltar a condicionar o funcionamento dos centros de saúde, hospitais, escolas, serviços de Segurança Social e outros serviços municipalizados como a recolha de lixo.
A greve é convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (SITOPAS) e também pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR).
O SITOPAS está contra a alteração à lei laboral que considera ser um “ataque sem precedentes às condições de trabalho dos trabalhadores e suas famílias, cortando muitos direitos e prejudicando a atividade sindical”.
O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal também anunciou uma greve nacional.
Os profissionais de saúde estão contra a revisão do pacote laboral e querem pressionar o Governo a responder ao impasse de meses nas negociações para um Acordo Colectivo de Trabalho. Pedem ainda que o Executivo de Luís Montenegro “reconheça a Enfermagem como profissão de risco e desgaste rápido”.
Entre as medidas contestadas pelo sindicato estão também a introdução da bolsa de horas e da adaptabilidade.
Publicado em: 12/12/2025