A pouco mais de um mês para o Natal, a Refood Guimarães já está a mobilizar esforços para garantir que nenhuma família sinalizada pela organização fique sem um “miminho” nesta quadra festiva. Ana Catarina Oliveira, da coordenação do núcleo vimaranense, adianta que a preparação dos cabazes de Natal já está em andamento e que o número de beneficiários volta a crescer nesta altura do ano.
“Durante o ano temos sempre muito trabalho, mas nesta época gostamos de dar um miminho aos nossos beneficiários, com um cabaz de Natal”, explica Ana Catarina Oliveira. “Já estamos a trabalhar nisso, em contacto com escolas, empresas e com a comunidade, para reunir alimentos que permitam proporcionar uma ceia de Natal digna a quem mais precisa”.
Actualmente, a Refood Guimarães apoia cerca de 400 pessoas, número que já subiu para “mais de 405 beneficiários em Outubro”, e que, segundo a coordenadora, “tem sempre tendência a aumentar no final do ano”. As causas são várias, segundo a responsável, dando o exemplo de despedimentos, situações de lay-off, famílias que regressam a Portugal e outras que enfrentam despesas acrescidas na época festiva.
“Tentamos não negar ajuda a ninguém”, garante. “Mesmo quem precisa apenas por um curto período, procuramos sempre chegar a todos”, sustenta.
Os cabazes natalícios, que começam a ser preparados nas próximas semanas, incluem alimentos típicos da ceia tradicional, nomeadamente bacalhau, batatas, massa para aletria e também doces festivos, como pão de ló ou bolo-rei.
“Queremos que cada família consiga ter uma ceia ou um almoço de Natal com tudo o que é essencial”, afirma Ana Catarina Oliveira. “E como nesta época muitos agregados familiares recebem familiares de fora, tentamos também ajustar os cabazes a essa realidade”.
Com o aumento da procura, também cresce a “necessidade de voluntários”. A Refood Guimarães apela à participação da comunidade, lembrando que qualquer contributo é importante, mesmo que seja apenas uma hora de ajuda.
“Nunca recusamos ninguém”, sublinha a responsável. “Há sempre trabalho a fazer, seja nas recolhas, nas entregas ou na organização dos cabazes”.
Entre as maiores necessidades logísticas está a carrinha de transporte da instituição, que, segundo Ana Catarina, tem causado “muitos dissabores técnicos”.
“A nossa carrinha eléctrica, adquirida há vários anos com o apoio da Câmara Municipal, tem-nos dado muitas dores de cabeça”, lamenta. “Por isso, o nosso pedido ao Pai Natal este ano é conseguir, em 2026, uma nova carrinha, talvez cofinanciada pela Câmara, parceiros e donativos, para continuarmos a chegar a quem mais precisa”, apela.
Publicado em: 16/11/2025