O Diretor Técnico Nacional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Duarte Gomes, validou as intervenções do VAR nos jogos do Moreirense frente ao FC Porto e Arouca.
Na análise aos casos das últimas jornadas, aquele responsável abordou dois lances que marcaram os últimos encontros do Moreirense. Duarte Gomes analisou a intervenção do VAR no jogo com o FC Porto, concretamente o lance em que Yan Lincon agarrou Frodholt. João Gonçalves começou por não assinalar penálti, mas foi alertado por Rui Oliveira, que estava no VAR. “Diria que é o agarrão mais evidente na área que tivemos esta época. As recomendações, também internacionais, é que os agarrões têm impacto evidente e ostensivo no jogador agarrado ficar limitado a disputar a bola e o lance. Este é um agarrão persistente, continuado. Jogador está a ir para a bola e é impedido, agarrado de forma sistemática. Estes são os agarrões que queremos que sejam penalizados e foi. Tudo certo, a bola estava em jogo. Penálti indiscutível”, esclareceu Duarte Gomes.
O Diretor Técnico Nacional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol também abordou o caso que marcou o triunfo do Moreirense em Arouca. Pedro Ramalho começou por sancionar penálti num lance em que Alanzinho foi protagonista. O VAR, João Casegas, alertou que o jogador do Moreirense “abre o pé, pisa o defensor e deixa-se cair”. Para Duarte Gomes, “Pode ser simulação, pelo comportamento. Há um pisão que justifica a falta atacante. É o avançado que provoca o contacto, para tentar o benefício. É um expediente que os jogadores estão a recorrer com frequência e estamos atentos a isto, falámos disto nas recomendações que passámos aos clubes. Falta atacante e comportamento de simular. O jogador quer ludibriar o árbitro, sacar o penálti. Iludiu e teria iludido se não houvesse VAR, mais uma vez muito bem a sinalizar”.
Publicado em: 07/11/2025