A Direção do Souto e Gondomar defende que estavam reunidas as condições para a conclusão do jogo com o Prazins Corvite, da 4ª jornada da série E da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Braga.
A partida não foi retomada depois do intervalo, uma vez que a equipa de arbitragem formada pelo árbitro Joel Rodrigues e pelos auxiliares Ricardo Duarte e Bárbara Silva entenderam que não estavam reunidas as necessárias condições de segurança. Argumento contestado pelo presidente do Souto e Gondomar, André Ribeiro.
“Não havia razões absolutamente nenhumas. Era um jogo que se sabia de antemão que por ser um dérbi seria sempre intenso, com emoções à flor da pele. Estavam todas as condições de segurança reunidas, a empresa de segurança estava presente no local, não houve problema absolutamente nenhum em termos daquilo que é ofensa física ou integridade física, seja de adeptos ou equipas técnicas. Não houve absolutamente problema nenhum e mesmo assim a equipa de arbitragem achou que não estavam reunidas as condições de segurança necessárias e não quis reatar a segunda parte”, defendeu o dirigente.
André Ribeiro argumenta que “nada fazia prever” a interrupção a meio do jogo. “A equipa de arbitragem cometeu alguns erros durante o jogo e isso causou, como é óbvio, algum desconforto junto dos adeptos, mas não passou da crítica normal daquilo que é o trabalho das equipas de arbitragem. Isso talvez tenha causado algum desconforto na equipa de arbitragem. Tanto a equipa adversária, o Prazins, como nós, dirigimos-nos ao balneário e passámos a ideia de que estavam reunidas as necessárias condições de segurança. Aliás, durante o jogo, a assistente que estava do lado da bancada chamou um elemento da empresa de segurança e pediu que fosse chamada a GNR, porque entendia que não se sentia segura. Liguei para o posto da GNR, a GNR dirigiu-se ao local, a força de segurança viu que realmente não existia qualquer situação que justificasse a presença deles, pois o ambiente estava calmo, os jogadores estavam no campo à espera da equipa de arbitragem. A GNR disse que não ficaria no local, pois não havia evidências claras que justificasse a presença deles no recinto desportivo. A GNR não ficou no local e a equipa de arbitragem não quis reatar a segunda parte”, acrescentou.
O presidente do Souto e Gondomar afirma ainda que estas situações causam “um desconforto enorme aos clubes”. “A crítica existe e vai sempre existir no futebol. Se as equipas de arbitragem não estão preparadas para isso, acho que devem ter outro tipo de formações. São situações recorrentes em todos os campos, a crítica, os berros, os discursos que às vezes não são os ideais, é uma verdade, mas isso nada não se consegue impedir. Posso sensibilizar adeptos, posso dizer para as pessoas não tratarem mal os árbitros, porque é assim que se devem comportar, mas há coisas que não controlamos. Mas, não é por um adepto ou dois tratarem mal um árbitro ou uma assistente, que não é correto, que não se vai querer reatar um jogo. Se fosse assim, não existia jogo nenhum nos Distritais, nem na Liga”, finalizou.
Publicado em: 29/10/2025