O Presidente da Câmara de Guimarães cessante presidiu esta sexta-feira à apresentação do livro “O Plano de Guimarães” , uma publicação que dá a conhecer, de forma estruturada e acessível, o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
Numa sessão realizada no salão nobre do Município, Domingos Bragança justificou o lançamento “da síntese em livro”, constituindo um testemunho um complexo e exigente processo que envolveu muitas equipas e diferentes entidades. “A revisão do PDM em Guimarães surgiu por determinação legal, abrangendo todos os territórios concelhios. Se o PDM de Guimarães tem sete anos ou seis, todos os outros também tem”, disse, indicando que “é um documento muito técnico, de muito rigor”.
“É o registo do essencial do trabalho desenvolvido neste PDM em desenvolvimento”, acrescentou, fazendo questão de advertir: “isto está a colocar restrições para o futuro? Nada! Zero! Significa que pelo enquadramento legal dos PDM, este plano poderá ser continuado com toda a legitimidade pelo novo executivo municipal, mas era importante dar a conhecer o trabalho desenvolvido”.
Na sua última cerimónia na qualidade de Presidente de Câmara, Domingos Bragança adiantou que foi “uma honra servir Guimarães”, agradecendo a colaboração “das equipas fantásticas” com quem trabalhou.
Na apresentação, a vereadora do Urbanismo sustentou que o livro documenta o trabalho concertado com todas as entidades externas envolvidas no processo. “Mais do que um registo é a prova de um trabalho realizado com rigor técnico e com transparência, que visa garantir o desenvolvimento sustentável do concelho de Guimarães”, afirmou Ana Cotter, ao sublinhar que o PDM apresentado “não é um ponto final. É um ponto de partida sólido que apoia colectividades, garante mais de 635 hectares de solo urbano, mais do que no PDM anterior para dar resposta às necessidades essencialmente de habitação, actividades económicas, comércio e serviços”. “Este plano permite abarcar também mais solo urbano, agarrando oportunidades de implementação de projectos que uma revisão futura considere relevante para o concelho, o que significa que Guimarães poderá avançar sem perder tempo, recursos e investidores”, acrescentou.
Em traços gerais, o Diretor do Departamento de Desenvolvimento do Território, Pedro Sousa, fez uma contextualização do documento e as propostas estruturantes e flexíveis que apresenta para a gestão do território, expressas no livro.
Segundo o Município, a edição surge no âmbito do compromisso municipal com a transparência, participação pública e valorização do conhecimento técnico e estratégico sobre o desenvolvimento urbano do concelho.
Aprovado em reunião do executivo municipal em 2025, este trabalho constitui um registo singular de um percurso exigente, participado e profundamente reflexivo, que conduziu à atualização do mais relevante instrumento de gestão urbanística e territorial de Guimarães. Mais do que uma compilação técnica, a obra pretende contribuir para a discussão, compreensão e análise crítica da visão, metodologia e opções que moldam o presente e o futuro do território vimaranense.
Publicado em: 24/10/2025