O presidente cessante da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, anunciou hoje que a “pasta de transição” a entregar ao novo presidente, Ricardo Araújo, incluirá dois projetos de grande importância simbólica e cultural para o futuro da cidade: a “escultura comemorativa dos 900 anos da Batalha de S. Mamede”, em 2028, e o “Jardim D. Afonso I”, que integrará o eixo verde entre o Campo de São Mamede, o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques de Bragança e a Universidade do Minho.
A revelação foi feita durante a conferência de imprensa sobre o protocolo celebrado entre o Município de Guimarães e a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., no âmbito da requalificação do Monte Latito.
“A partir de sábado, dia 25, o novo presidente Ricardo Araújo tomará posse, e eu entregarei uma pasta de transição com os projectos que estão em curso, em fase de conclusão ou em desenvolvimento, e que consideramos essenciais para o futuro de Guimarães”, afirmou Domingos Bragança, sublinhando que estes projectos se inserem em dois marcos fundamentais, nomeadamente a Capital Verde Europeia 2026 e as comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede em 2028.
Entre os projectos de destaque, encontra-se a criação de uma “escultura monumental” que celebrará, a 24 de junho de 2028, os 900 anos da Batalha de S. Mamede, considerada o momento fundador da nacionalidade portuguesa.
“Guimarães quer ter uma escultura que marque os 900 anos da Batalha de S. Mamede”, explicou o Autarca, adiantando que o projecto está a ser articulado com a Museus e Monumentos de Portugal e já foi alvo de reuniões de trabalho conjuntas.
A escultura pretende simbolizar a “ligação entre o fundador de Portugal, D. Afonso Henriques, e a fundadora da cidade, Mumadona Dias”, unindo simbolicamente a muralha medieval, o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança.
“Queremos que esta obra represente a ligação física e histórica entre a cidade e o nascimento do país”, reforçou Domingos Bragança, apontando a nova escultura entre a estátua da Mumadona Dias e a de D. Afonso Henriques.
Outro dos projectos incluídos na pasta de transição é o Jardim D. Afonso I, que será desenvolvido em articulação com a Universidade do Minho e a Museus e Monumentos de Portugal.
A proposta prevê a criação de um “corredor verde contínuo” que ligará o Campo de São Mamede e o Castelo de Guimarães aos jardins da Universidade.
“Chamamos-lhe o Jardim D. Afonso I. Será um jardim pensado para a Capital Verde Europeia, que prolonga o Campo de São Mamede e cria uma área verde integrada, de circulação e convivência”, referiu o presidente.
O projecto está “praticamente” definido e representa uma aposta na “sustentabilidade urbana” e na “valorização do património natural e histórico”, reforçando o papel de Guimarães como referência europeia em políticas ambientais e de preservação do território.
“Estes projectos representam a nossa identidade — a cidade onde nasceu Portugal — e, ao mesmo tempo, o nosso compromisso com o ambiente, com a cultura e com a valorização do território”, concluiu o autarca.
Publicado em: 17/10/2025