No documento que acompanha o relatório e contas da Vitória Sport Clube – Futebol SAD, António Miguel Cardoso assinala que a época de 2024/2025 “ficará gravada como uma das mais marcantes”, notando que foi uma temporada “de afirmação, resiliência e superação que engrandeceu a nossa história.” “Demonstrámos a nossa força coletiva e o nosso compromisso com as nossas cores. A nossa capacidade de trabalho conduziu-nos a conquistas que podiam parecer inatingíveis no início do caminho. A mesma determinação que nos conduziu a esses momentos continuará a projetar-nos no futuro. A nossa história exige-nos uma visão assente na excelência e na união, valores que nos acompanham há mais de 100 anos”, escreveu o presidente do Vitória.
António Miguel Cardoso sublinha a ideia de que “foi com um sentimento de orgulho e espírito de missão” que o Vitória desenhou “um percurso meritório na UEFA Conference League, sendo embaixadores de Guimarães e de Portugal com notável excelência.” Ao mesmo tempo, reconhece que “o percurso nas competições nacionais não correspondeu plenamente às nossas expectativas.” “Os erros alheios, aliados a falhas em momentos decisivos e à obrigação de vender importantes ativos em janeiro fruto da débil situação financeira herdada, ditaram a eliminação precoce da Taça de Portugal e da Taça da Liga, bem como a não concretização da qualificação europeia no campeonato, ainda que por uma margem reduzida. Deste percurso, retirámos lições valiosas para crescer e evoluir para o futuro”, pode ler-se no mesmo texto.
O dirigente destaca ainda “a época da equipa B, que conquistou a promoção à Liga 3 e o estatuto de finalista do Campeonato de Portugal” e o trabalho “desenvolvido na formação, com as três equipas masculinas que competem nos principais campeonatos nacionais a alcançar a Fase de Apuramento de Campeão.”
“Foi da nossa formação que saíram atletas como João Mendes, Miguel Maga, Alberto Costa e Tomás Händel, que ganharam espaço na equipa principal ao longo da época 2024/2025, mostrando valor, espírito competitivo e capacidade de superação”, acrescenta António Miguel Cardoso, que não esqueceu a subida da equipa feminina à Liga BPI. “Este feito simboliza a evolução sustentada do futebol feminino no Clube. O número recorde de mais de 100 atletas inscritas, meta alcançada que ficará sempre associada à última temporada desportiva, reflete o crescimento e a aposta estratégica na igualdade de oportunidades para meninas e meninos que queiram jogar futebol.”
António Miguel Cardoso entende que o Vitória está “no caminho certo” depois de ter alcançado “o maior resultado líquido da sua história”, marco que “reflete a solidez da gestão e o êxito desportivo da época, sustentados pelas mais-valias de 27,5 milhões de euros resultantes das transferências de atletas como Jota Silva, Alberto Costa, Kaio César e Manu Silva, bem como pelas receitas superiores a 9,7 milhões de euros provenientes da participação na UEFA Conference League.” “O atual exercício reafirma a vitalidade e a capacidade da Sociedade em gerar talento, sucesso e estabilidade, consolidando uma trajetória de ambição e crescimento sustentado”, finaliza o presidente do Vitória.
Publicado em: 17/10/2025