A candidata da CDU à presidência do Município de Guimarães disponibilizou esta quinta-feira o programa eleitoral na Biblioteca Municipal Raul Brandão, apelando aos vimaranenses para consultarem o documento e assim ficarem a conhecer as suas propostas para “viver melhor na nossa terra”.
“Endentemos que o documento deve estar à disposição de todos e todos devem poder consultá-lo, numa atitude de transparência e comunicação com os eleitores”, justificou a candidata, após ter entregue o programa eleitoral em mãos à Directora da Biblioteca. “É importante que as pessoas saibam em quem estão a votar e em que ideias estão a votar”, acrescentou, ao sublinhar que se for eleita “as pessoas poderão exigir que se cumpra o que está no programa”. “Muitas vezes, os documentos desaparecem e já não se sabe o que foi ou não prometido”, vincou, deixando um apelo a que as pessoas se informem “e saibam em quem realmente querem votar. Na pessoa e nas ideias e na forma como as defende em função do conhecimento que revelam do Concelho”, declarou que as eleições autárquicas exigem aos seus protagonistas o conhecimento do concelho e a apresentação de propostas para que Guimarães possa desenvolver-se de uma forma mais equilibrada e sustentável.
Quanto às prioridades elencadas no programa eleitoral, Mariana Silva apontou a habitação, sustentando que esta área precisa de uma grande intervenção do Município a nível local como também do Estado através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. A mobilidade, defendeu, “exige mais investimento, com a oferta de mais horários e mais autocarros aos munícipes”, ao sublinhar que é fundamental “o transporte público”, associada à melhoria do conforto e da pedonalização, favorecendo o uso da bicicleta como transporte alternativo.
Em linha com a orientação política para o futuro de Guimarães, a candidata da CDU destacou ainda a aposta no ambiente. “As questões ambientais deveriam ser intrínsecas à economia, ao urbanismo, à habitação, ao lazer e à cultura”, afirmou, ao assinalar que o programa eleitoral resulta de um compromisso que ambiciona dotar os vimaranenses de uma democracia local mais avançada, propondo medidas concretas para a gestão urbana e rural, a promoção do conhecimento, do património e da identidade vimaranense, a valorização do bem-estar animal, o incentivo à criatividade, bem como a primazia ao recurso aos serviços do Município, em detrimento de contratações exteriores em matéria de higiene e limpeza.
Quanto ao facto da revisão do Plano Director Municipal de Guimarães não ficar fechada no actual mandato, Mariana Silva considerou que transformou-se “este tão importante instrumento para o desenvolvimento do Município num episódio de novela mexicana em que o PS se dividiu e depois andou a fazer grandes curvas para chegar à não votação final do documento”. “Esta novela parece-nos muito pouco meritória para Guimarães e a Assembleia Extraordinária para a votação do documento que já foi aprovado em reunião de Câmara poderia clarificar as ideias para os vimaranenses que precisam de saber que posição o PS tem em relação a este PDM. Há um que quer e outro que não quer, mas são sete anos de trabalho que ficam pendentes e que não sabemos o que vai acontecer. A CDU alertou para todos fossem envolvidos no processo. Se todos tivessem sido envolvidos, tínhamos todos responsabilidade, como tal não aconteceu o PS é o único responsável sobre a situação de um instrumento que deveria ser respeitado de outra forma”, asseverou.
Publicado em: 02/10/2025