Uma eterna exploradora da criatividade, muito por influência do pai, é notório o seu conhecimento sobre as mais variadas formas de arte. Aliás, foi esse o caminho que escolheu no secundário e não lhe faltou brilhantismo na apresentação de trabalhos e na forma como expressava as suas emoções. Rapidamente a sua forma de ser conquistou os colegas e na transição de uma escola em Serzedo com apenas 12 colegas onde se destacava por ser extremamente empática, passou para a Francisco de Holanda onde evidenciar-se podia ser muito mais difícil. Mas não foi! Pelo meio ainda frequentou a Santos Simões, mas “a dimensão e exigência da Francisco de Holanda tiveram um grande impacto que no final das contas não teve razão de ser”, afirmou. O receio apoderou-se da menina pacata oriunda de uma aldeia distante do centro da Cidade, mas o facto de ter convivido com o pai na maior freguesia vimaranense, deu-lhe as ferramentas que precisava para, mais uma vez, todos se renderem aos seus encantos. Garante nunca ter sido uma aluna brilhante, todavia, a sua magia não estava nas notas medianas que coleccionava. E isso tornou-se mais do que óbvio ao longo do seu percurso.
Virgínia do Carmo é carinhosamente conhecida como Gi. Tem 24 anos, uma lucidez impressionante e uma história que desmonta qualquer cliché sobre as novas gerações. Natural da cidade de Guimarães, mas criada na pacata freguesia de Serzedo, a sua infância foi um equilíbrio peculiar entre dois mundos: a terra batida do monte, onde brincava sozinha sob a influência da bondade da avó, e a cidade, para onde se deslocava para estar com o pai, em Creixomil. Este duplo percurso fez dela, desde cedo, uma especialista em adaptar-se sem se perder. “Por vezes sentia que era demasiado crescida para a idade, parecia até um pouco excêntrica”, confessou, referindo-se a uma paixão precoce pelo cinema e pela arte, temas pouco comuns nos recreios da sua aldeia e nas brincadeiras com os colegas…
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Publicado em: 26/09/2025