Luís Pinto falou primeira vez com os jornalista depois do triunfo (10-0) do Vitória frente ao Ponferradina.
O que que leva deste jogo com o Ponferradina?: “Uma primeira aparição perante os nossos adeptos e sócios. E acho que essa é a parte mais importante, é o primeiro jogo que pudemos fazer com eles presentes. E depois levamos continuidade no processo. Aquilo que nós pretendemos é que a nossa pré-época seja rica em adquirir comportamentos, em adquirir formas de estar. E essencialmente levamos isso. Levamos uma forma de estar muito séria. O jogo desde cedo que acabou por se tornar fácil e nós tivemos a capacidade, principalmente na primeira parte, de manter sempre a toada alta e de ir sempre em busca de conquistar. O mais importante que levamos daqui acaba por ser isso, essa forma de estar.”
Estão aqui as primeiras ideias do que poderá ser o sistema tático do Vitória?: “Sim. Obviamente que nós trabalhamos logo sobre uma ideia, sobre um sistema que poderá ser o principal, mas tal como tem sido natural em outras equipas, há um sistema principal, mas depois tem que haver nuances e tem que haver formas de estar dentro do campo que nós temos que ir desenvolvendo, mas as primeiras ideias claramente que estão aqui.”
E como é que os jogadores se estão a adaptar a esse novo sistema?: “De forma gradual. É natural que exista a necessidade de aprendizagem. Independentemente da estrutura que se possa utilizar, há mudança de equipa técnica, há jogadores a chegar, por isso é natural que nesta fase ainda estejamos nesse momento de ir criando mais relações, de ir ganhando mais conforto naquilo que nós pretendemos dentro do jogo. Mas, a resposta está a ser positiva e a forma como eles estão abertos a receber as ideias também está a ser muito positiva.”
Começou a pré-temporada com um plantel muito extenso. Conta que nos próximos dias o grupo ainda seja mais curto, eventualmente para levar para o estágio?: “Essa é uma questão que nós vamos ter que ir tomando decisões. Obviamente que o plantel terá de ser mais curto do que o que está neste momento, mas não temos um timing definido para que tenha que encurtar. Aquilo que nós queremos sim é ver a resposta e ver o crescimento do coletivo, da equipa, e depois quando for tempo nós tomarmos as melhores decisões relativamente a isso.”
Quando olha para este plantel mas identifica alguma posição em que ainda seja preciso reforçar com algum jogador?: “Hoje acaba por ser um bocadinho mais importante falarmos do jogo e deixar essa parte mais para a direção. Eles sabem aquilo que são as necessidades do plantel, sabem aquilo que eu enquanto treinador pretendo implementar e aquilo que nós necessitamos de reforçar, por isso acho que essa parte é um bocadinho mais para quem está lá em cima.”
Além das entradas, também se tem falado muito das possíveis saídas. Era importante, na ótica de treinador, não perder jogadores que são chave neste grupo?: “É um bocadinho a mesma resposta, mas obviamente que eu, quantos melhores jogadores puder ter, mais satisfeito fico, mas a resposta acaba por ser um bocadinho a mesma. Isso são questões que nós e a direção temos tido conversas e temos uma proximidade grande, felizmente, no que diz respeito a esse assunto. Está em cima da mesa e eles estão a tratar da melhor forma possível para que o Vitória possa ser extremamente competitivo nesta época e que possa ser uma equipa que, durante o campeonato, durante qualquer competição que esteja a jogar, que entre em campo para ganhar. É isso que nós queremos ter, queremos ter essa capacidade enquanto grupo de ser muito competitivos e entrar para ganhar. E tenho a certeza que as pessoas da parte da direção estão a fazer o melhor para que isso aconteça.”
Publicado em: 16/07/2025