A sessão de esclarecimento sobre a nova Estratégia de Eficiência Colectiva (EEC) PROVERE Minho Inovação 3.0, iniciativa que pretende envolver empresas e investidores privados, encheu o auditório da Fraterna, em Guimarães, na tarde desta quinta-feira.
Organizada pelo consórcio Minho In — que reúne as Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho —, a sessão contou com a presença de Marta Coutada, primeira-secretária da CIM do Ave, e do homólogo do Alto Minho, José Paulo Queiroz.
No centro da estratégia está a mobilização de investimento privado para projectos complementares ao investimento público que reforcem a oferta turística, apoiem a inovação e valorizem o património natural e cultural, sobretudo em territórios de baixa densidade. As empresas interessadas têm até 31 de Julho para apresentar a sua manifestação de interesse, através do preenchimento de uma ficha de caracterização do projeto e de uma declaração de compromisso.
Marta Coutada sublinhou a importância fundamental desta parceria alargada entre entidades públicas e privadas: “É uma estratégia colectiva que agrega os esforços das três CIM e dos 24 municípios do Minho, com o turismo como factor de competitividade territorial. Queremos envolver o maior número de actores possível, não só públicos, mas, e acima de tudo, privados, designadamente empresas”.
Para os investidores privados, integrar a EEC Minho Inovação 3.0 representa acesso preferencial e enquadramento para futuras candidaturas a fundos dos programas europeus COMPETE 2030 e NORTE 2030. Há também majorações relevantes para projectos localizados em territórios de baixa densidade – até 20% adicionais – e benefícios específicos para projetos integrados numa EEC aprovada no âmbito do Portugal 2030.
Em sectores como o turismo sustentável, produtos endógenos ou inovação na oferta turística, os apoios públicos podem chegar a 60% de investimento não reembolsável,
com majorações acumuláveis que elevam o limite até 80% para projectos elegíveis em zonas de baixa densidade. Além disso, no âmbito do Programa Crescer com o Turismo,
as empresas podem beneficiar de apoios directos não reembolsáveis até 200 mil euros por projecto.
José Paulo Queiroz explicou o papel fundamental dos promotores privados para atingir os objectivos da nova estratégia: “O nosso objectivo é dinamizar projectos de entidades
privadas que criem valor a partir dos nossos recursos naturais, do património paisagístico e dos produtos rurais, sem excluir o território urbano”, disse.
E deixou claro o grau de exigência desta parceria: “Menos projectos âncora – isto é, resultantes de investimento público –, mas mais importantes; mais envolvimento das
empresas, com mecanismos que lhes permitam beneficiar e acompanhar o trabalho feito. Queremos ir muito mais longe, mas não nos interessa ter aqui sonhos
inexequíveis”, alertou.
Durante a sessão, parte do público, maioritariamente constituído por potenciais investidores privados, exaltou a necessidade de aperfeiçoar processos e reduzir a
burocracia. Marta Coutada garantiu estarem já a ser ponderadas ações de apoio e acompanhamento técnico aos projectos que os privados venham a apresentar.
A Estratégia Minho Inovação 3.0 visa consolidar a marca «Amar o Minho» e projectar a região como destino turístico de excelência, alicerçada na sua qualidade ambiental,
diversidade paisagística e capacidade de inovação. Mais do que captar visitantes, o objectivo é gerar valor económico sustentável, criar emprego, fixar população e
fortalecer a coesão territorial no Norte de Portugal.
Publicado em: 11/07/2025