O orçamento do Vitória para a temporada 2025/2026, sem as contas da SAD, que tutela o futebol profissional, prevê o total de proveitos operacionais de 5 milhões e 570 mil euros. Trata-se de um aumento na ordem dos 330 mil euros por comparação com o ano passado, de acordo com o relatório que será votado na Assembleia Geral marcada para esta sexta-feira, que terá lugar no pavilhão Almor Vaz/Inatel.
No documento, o Vitória revela que as receitas com associados e bilhética cresce para 3.047.177 euros. As quotas irão render 2.221.240 euros, as quotas das modalidades 188.437 euros e os lugares anuais 637.500 euros. As rendas da SAD e comerciais permitirão ao clube encaixar 910.238 euros, enquanto o restante orçamento provém das modalidades (638.653 euros), Afonsinhos (144.000 euros) e de outros proveitos (176.100 euros).
No capítulo dos gastos, o Vitória prevê despender 4.385.220 euros, mais 133.345 euros, sendo que a maior fatia será com as modalidades, que terão uma dotação de 1.786.417 euros, mais 126.533 euros por comparação com a época passada. Os outros gastos gerais do clube levarão 2.499.133 euros, assim distribuídos: 729.151 euros para o pessoal, 141 mil euros para as FSE’s e 1.628.982 euros para quotização da SAD e outros.
Contas feitas, o orçamento prevê um lucro de 1.184.948 euros antes do EBIDTA. Após as amortizações (740.000 euros) e os juros (230.000 euros), o Vitória conta com um lucro de 214.948 euros.
O Conselho Fiscal do Vitória deliberou, por unanimidade, emitir um “parecer positivo à aprovação” do orçamento referente ao período compreendido entre 1 de Julho de 2025 e 30 de Junho de 2026.
Após a análise às contas que serão submetidas à aprovação dos sócios na Assembleia Geral, o órgão liderado por Dinis Monteiro concluiu que “se prevê uma descida do EBITDA em 8% para perto de 1,2M€, enquanto o resultado antes de imposto é estimado em cerca de 215.000€ positivos, na linha do orçamento anterior que se cifrou nos 290.000€. Trata-se, portanto, em termos gerais de um orçamento de manutenção na linha do efetuado anteriormente com variação global da receita e da despesa em ordens similares de grandezas.”
O Conselho Fiscal nota ainda que “não foi incluído no presente orçamento qualquer valor referente à nova Academia ou Complexo desportivo, nem foi adiantada qualquer informação relevante face a este dossier.” “Entendemos que os ajustes/mudanças já iniciadas pela Direção no Sistema de Controlo de Gestão são cruciais para a melhoria na eficácia do processo de controlo orçamental e eficácia de gestão do Clube”, finaliza o documento.
Publicado em: 27/06/2025