No próximo sábado, no mítico Estádio Nacional do Jamor, a equipa B do Vitória pode coroar uma época sensacional. Depois do primeiro lugar na Fase Regular e na Fase de Subida, a formação liderada por Gil Lameiras pode sagrar-se campeã nacional. Seria a designada cereja no topo do bolo. O jovem treinador falou em exclusivo ao DESPORTIVO de Guimarães sobre esse jogo com o Lusitano de Évora e não escondeu o sonho de levantar o troféu.
Faltam poucos dias para um jogo verdadeiramente excecional nas carreiras do Gil e dos seus jovens jogadores? Há, nesse sentido, algum nervoso miudinho associado?: “O jogo assume esse caráter excecional pelo facto de não ser todos os dias que se joga uma final. Quando olhamos para o formato do Campeonato de Portugal, percebemos o quão difícil é subir de divisão e ainda mais chegar ao Jamor. Não existe qualquer nervosismo, existe sim uma vontade enorme em disputar mais um jogo.”
O Vitória nunca assumiu algum género de obsessão por chegar a este jogo do Jamor que lhe pode dar o título nacional. Só mesmo na Fase Final é que passou a ser considerado um objetivo?: “Não. O objetivo desta equipa foi sempre o de encarar cada jogo como uma oportunidade para todos crescerem. Nunca pensámos mais à frente do que isto, por isso, a Final é a consequência da junção de muitos e exigentes jogos que nos fez chegar aqui.”
É já um prémio justo para o trabalho desenvolvido ao longo da época, ou o prémio mais adequado é mesmo a conquista do título?: “Neste clube não há tempo para relaxar e a mentalidade tem de ser sempre muito forte, ou seja, se estamos a disputar mais um jogo tem de haver sempre esse compromisso com o clube e com a equipa, sem esquecer que esta época conseguimos algo excecional que foi a subida à Liga 3. Penso que jogar esta final é o prémio mais adequado para todo o trabalho desenvolvido pelo clube, pelos meus jogadores e pelo meu staff. Seria injusto da minha parte dizer que só seria uma grande época se vencêssemos o título. Por tudo aquilo que fizemos até aqui, devemos considerar que foi realizada uma época extraordinária onde teremos ainda um título por disputar.”
De que modo olha para o adversário, que especialmente na Fase Final foi avassalador e ganhou os seis jogos disputados?: “Da mesma forma que olho para qualquer jogo disputado inicialmente na Série A que, na minha opinião, foi a série mais forte e mais equilibrada do Campeonato de Portugal. Posteriormente, na Fase de Subida, defrontámos igualmente equipas muito fortes, onde se verificou novamente um equilíbrio muito grande.”
Houve, nas últimas semanas, um estudo aprofundado sobre o que vale e o que joga o Lusitano?: “Houve um estudo normal como fazemos para qualquer duelo que vamos disputar, desde jogos oficiais a amigáveis.”
O Lusitano tem algum tipo de favoritismo teórico que o Vitória terá de combater, ou considera que uma final é de 50/50?: “Sendo muito honesto, eu poderia atirar esta pressão para o adversário mas, na minha opinião, não existem favoritos nas finais e tudo pode acontecer.”
Ao longo da época, os adeptos do Vitória foram apoiando a equipa em crescendo e estão a organizar-se no sentido de irem ao Jamor. A própria claque – White Angels – vai marcar presença. O que é que isso significa para a equipa?: “Durante a época, tivemos um apoio crónico das nossas famílias e de alguns adeptos que fazem questão de acompanhar sempre a equipa B. Fomos notando, com o passar dos jogos e a equipa a apresentar bons resultados, que esse apoio foi crescendo e temos sentido agora uma forte mobilização dos adeptos vitorianos para a final do Jamor. Tudo isto significa muito para a equipa pois queremos contar com a força enorme do nosso 12º jogador para o último jogo da época num estádio emblemático e memorável.”
Publicado em: 11/06/2025