Vítor Pacheco foi apresentado, esta segunda-feira, como o treinador do Clube Desportivo de Ponte na próxima temporada. Natural de Felgueiras, Vítor Pacheco já treinou o Serzedelo e o Taipas. O técnico estava no São Paio, da Divisão de Honra, que apostou em Rui Nogueira, ex-Santo Estêvão, para a próxima época. Vítor Pacheco acumulou ainda experiências no Caíde de Rei, Lixa, Rio de Moinhos, Pica, Barrosas, Regadas, Antime e Silvares, além de ter trabalhado na formação do Felgueiras.
“A dimensão do clube” convenceu Vítor Pacheco a assumir este novo desafio, onde reencontra Filipe Eusébio, director geral do clube. “As pessoas que fazem parte do projecto, pessoas que eu conheço e com quem já tive a oportunidade de trabalhar com, merecem toda a minha confiança. O convite é sinal da confiança que elas têm no meu trabalho e eu sei também o que posso contar da parte deles”, disse, ladeado por Filipe Eusébio e João Araújo.
“Tenho noção de que estou numa cadeira muito cobiçada”, acrescentou, prosseguindo: “Tenho um orgulho muito grande por estar aqui e é com um sentido de missão que me apresento hoje para continuar a contribuir para que a história do Ponte seja ainda maior.”
No entender de Vítor Pacheco, o campeonato Pró-Nacional “será uma divisão mesmo muito competitiva.” “Se calhar tínhamos aqui um Campeonato de Portugal. Geograficamente, sou do distrito do Porto e há muito a conversa de que o Porto é mais forte que Braga, mas penso que a diferença que poderia existir há alguns anos a esta parte, neste momento, na minha opinião, está completamente anulada e vamos ter muita qualidade no Pró-nacional. AS equipas vão apostar muito para andar nos primeiros lugares, se calhar vamos ter duas ou três a assumir que querem subir, mas vamos ter muitas outras que se vão preparar tão bem ou melhor, mas que não irão assumir isso, mas que terão argumentos para lutar por esse objectivo. Temos que melhorar sempre registos, se melhorarmos registos estamos sempre a fazer melhor, nunca podemos olhar para o futuro com o intuito de fazer pior do que já foi feito.”
Já o presidente do Ponte, João Araújo, falou da “continuidade de um ciclo”, agora com um novo treinador. “Os objectivos serão muito similares, sempre com os pés muito bem assentes na terra. Tenho dito ao nosso director geral que tenho dificuldade em acreditar que será uma época com maiores dificuldades, primeiro porque o número de jogadores é limitado e nem todos os clubes serão capazes de construir grandes plantéis. Teremos duas ou três equipas muito fortes no Pró-Nacional, as restantes serão muito equilibradas”.
Publicado em: 09/06/2025