O movimento “Vamos ajudar a Carolina a andar” está a cumprir o propósito que originou a sua criação: a adolescente, de 16 anos, emigrante em França, já recebeu a ajuda preciosa, para reconquistar a mobilidade perdida após uma paragem cardíaca que deixou sequelas no seu corpo.
As talas electrónicas e adaptadas à sua condição custaram cerca de 18 mil euros e foram feitas e testadas propositadamente para a Carolina, tendo sido adquiridas com a ajuda da comunidade, envolvida numa onda solidária que começou com a venda de bolachas por ocasião do último Natal, em Sande São Martinho.
Com uma força indomável, Carolina Silva Ribeiro continua com os dispendiosos tratamentos de reabilitação diária mostrando-se agradecida por “em poucos meses ter as talas”, feitas à sua medida, cumprindo-se mais uma etapa para atingir o objectivo de voltar a andar. “Estou muito contente e feliz por toda a ajuda que recebi”, disse, expressando-se em português, fazendo questão de mostrar à reportagem do Grupo Santiago como o novo equipamento será utilizado e o contributo que proporciona ao plano de reabilitação.
“São muitas as pessoas que ajudaram e que acreditaram em nós. Sem eles, não teria sido possível tudo o que tem acontecido, porque a minha filha sente uma motivação forte por ter tanto carinho e a confiança de tantas pessos. Não encontro palavras para descrever o que representa para toda a nossa família o apoio que encontramos em Portugal”, destaca Isabel Silva, que deixou o marido e os dois outros filhos a viver na zona de Saint-Etienne, em França, para procurarem terapêuticas alternativas em Portugal, inconformada com o diagnóstico desanimador que fizeram à condição da filha que sofreu uma paragem cardíaca que deixou várias sequelas.
Fazendo questão de apresentar a filha com as talas, adquiridas com o apoio financeiro da comunidade, a mãe explicou a demora na entrega do equipamento que “foi concebido e está programado para acompanhar os passos da Carolina”.
“Ela agora vai andar com as talas e com o andarilho, depois passará para outro tipo de apoio até que seja possível andar apenas com as talas. É esse o objectivo que a leva a um esforço diário muito grande, sob orientação de uma equipa que acredita nela. Mas, vamos atingindo uma etapa de cada vez, ao ritmo que for possível. É uma grande alegria assistir à evolução. A Carolina tem 16 anos, está a crescer fisicamente, mas tudo o que nos tem acontecido está a proporcionar-lhe uma experiência de vida que nunca esquecerá”, continua, insistindo em agradecer a quem aderiu ao movimento que tem ajudar a alimentar a esperança através de intensa reabilitação.
“Acreditamos que ela vai poder andar de bicicleta, subir ou descer escadas… Recuperar a mobilidade!”, salientou Isabel Silva, ao apontar as expectativas que estão no horizonte da Carolina que luta diariamente para alimentar a esperança no êxito da recuperação.
Publicado em: 25/08/2023