Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

Confissões

Bolama
Decatlon

A época do Natal é imbatível para quem tem a ventura de o celebrar em família. Desde miúdo que sou um fã do Natal, sobretudo porque o Natal me trazia presentes…

e os primos. Tenho, confesso, com a religião católica – a minha – uma relação fundamentalmente comercial: porto-me bem e quero o devido retorno. Tão simples quanto isso. Por outro lado, sempre me encantou, a acalmia emocional com que o Natal investe as pessoas. A ternura, a atenção ao próximo, os desejos sinceros de felicidades, surgem, no Natal como borbulhas em adolescentes, visíveis e brutais, mas que se diluem rapidamente no tempo, como o acne. Não acreditar em Deus é apenas um pormenor, um pormenor meu, que nada afeta a magnífica e redentora história do menino nascido em Belém para salvar o mundo.

Teste fixo 2 - worten

Lembro-me com uma certa saudade de quando me confessava. Na época de Natal era praticamente obrigatório confessarmo-nos. Havia ali uma espécie de Relatório e Contas do pecado que me encantava. Ora senhor padre fiz de mal isto e aquilo e, depois, simplesmente uma redentora absolvição e uma penitência traduzida numa aritmética de ave-marias e padre-nossos. Reparei, com o tempo, de que não havia ali uma tabela estruturada, um algoritmo, já que para os mesmos pecados tinha, com diferentes padres, distintas penitências. Mas sentia-me indubitavelmente leve após a confissão. Nunca laborei demasiado nos meus pecados, nos meus pensamentos íntimos, eventualmente impuros, pois sentia que isso me iria causar problemas. Entregava o trivial e recebia o trivial, sem qualquer sermão exaustivo. Arreliei a minha tia, arreliei a minha mãe, disse palavrões, menti quando disse que dei dinheiro a um pobre, quando, em vez disso, fui comprar mais cromos daquela coleção em que me haviam proibido de continuar a torrar as minhas poupanças. Mas saía da confissão, sempre, com uma leveza extraordinária e, algumas das vezes, com um halo de santidade invisível (mas magnífico) por cima da minha cabeça. E sentia-me bem assim. Contudo, quando as confissões eram em grupo era mais difícil manter a santidade. Algum colega mais atrevido provocava-me o palavrão e o halo lá se ia, puf. No entanto, como os bons fiscais de estacionamento, sentia que havia da parte de Deus uma tolerância de meia-hora em que poderia pecar sem ter de tornar à confissão. Tenho saudades dessa leveza, da simplicidade que uma religião nos pode dar, da nossa existência ser, tão simplesmente, um caderno de contabilidade antiga, com as impecáveis colunas do deve e do haver e sempre com a bondosa possibilidade de perdão, de voltar com as contas a zero.

Na religião católica dividiam-se os pecados em pecados mortais e pecados veniais. Dos mortais tratava, sem perdão (assim se esperava), o sistema judicial. Dos veniais, da inveja, da mentira, da maledicência, tratava, com tolerante bondade, a religião. Hoje, provavelmente, já nem isso. Esse tipo de pecado já não existe: o pecado virou afirmação da personalidade.
É-se parvo e é-se intriguista não por qualquer deformação de caráter, mas por formação de caráter. Transformamo-nos na sociedade do cada um é como é. Uma sociedade inconfessável em que as pessoas dizem “ponto” para iluminar o seu discurso verbal, para nos dizerem que não querem ouvir, só querem afirmar. Para quando a “vírgula” e o “ponto e vírgula” no discurso oral? As conversas fenecem na estenografia moderna da afirmação pessoal. Sem pecado algum.
Como pode haver pecado num país que se transforma alegre e progressivamente num imenso bingo? A educação, a saúde, o futuro dos jovens, fenecem na incompetência de quem nos governa, mas o cidadão anseia apenas pelo novo cartão da sorte. Aquele em que António Costa distribuirá o prémio eventual. Um país que não procura a sorte, mas espera, como um viciado em raspadinhas, a sorte. Linha! Ora são 120€ para aquele senhor ali ao fundo. Bingo! Ora são 240€ para aquele casal à minha esquerda. Num país em que, na realidade, o verdadeiro pecado – capital e irremissível – é achar que o Ronaldo e os “seus problemas” são a consagração do patético.
Se me confessasse hoje, teria eu a capacidade de simplificar os meus pecados em palavras, atos e omissões inteligíveis como outrora o fiz?

Não sei. Confesso apenas que gostaria de me concentrar mais no futuro do que no passado. Só isso. O passado é já a frase anterior. Olhar, então, para os dias e para a mulher que amo e verbalizar: dois pontos, mudar de linha, travessão. Tornando assim interminável aquilo que é, dizem, finito.

Publicado em: 27/12/2022

Bolama Leapmotor APA Guimarães Verde VitrusBus

Notícias Relacionadas

A Mobilidade e as Ciclovias

António Magalhães: O Homem que deu início a uma grande transformação em Guimarães

Acção concreta: PDM e Habitação

APA Bolama Leapmotor

Notícias em Vídeo Explorar Mais →

▶

Presidente da A.G. do Vitória apela à presença dos sócios na A.G.E.

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}