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Plano de Gestão do Património Mundial de Guimarães está em consulta pública até final do mês

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Ao longo de todo o mês, está em consulta pública o Plano de Gestão do Património Mundial de Guimarães. A proposta foi aprovada por unanimidade na última reunião do Executivo vimaranense, encontrando-se o documento disponível na íntegra no sítio da internet do Município.

Trata-se de um documento que pretende ser um instrumento de gestão dos bens para os próximos cinco anos, mas que tem um objectivo mais lato em termos temporais, uma vez que vem questionar os vimaranenses acerca do que pretendem para o futuro do património classificado da cidade, não apenas numa perspectiva patrimonial, mas também no que diz respeito à vida das pessoas e ao modo como se relacionam com o espaço público.

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Na análise da proposta, o Presidente da Câmara apelou ao contributo das instituições e do público em geral, “para que o plano tenha sequência”, realçando que o documento resulta de um trabalho de vários anos, que envolveu uma equipa de técnicos capacitada e com uma experiência adquirida ao longo do processo de classificação do Centro Histórico de Guimarães, e que vem consolidar Guimarães como uma cidade de património e de cultura. “A extensão do Património classificado à Zona de Couros que esta candidatura pretende promover insere-se numa política de valorização do património vimaranense e da sua envolvente, como testemunham as intervenções em curso na Rua D. João I, Rua da Caldeiroa, Teatro Jordão e Garagem Avenida e Rua Padre António Caldas. É um trabalho permanente de manutenção de um dos eixos de afirmação do território que é o exemplar cuidado com a preservação do património”, sustentou Domingos Bragança.

O Vereador responsável pela Divisão do Centro Histórico, Fernando Seara de Sá, destacou a importância do Plano de Gestão enquanto instrumento fundamental do processo de classificação da Zona de Couros e instrumento para pensar a cidade “nos próximos dez a vinte anos”. “É um desígnio transcende o tempo de um mandato”, acrescentou, realçando a importância da discussão pública, lembrando que o processo de candidatura de Couros a Património Mundial, nomeadamente a inscrição na lista indicativa da Comissão Nacional da Unesco, em 2017, assim como o processo em curso de classificação do bem como Monumento Nacional e a finalização do documento de candidatura a partir da análise dos contributos.

“Este Plano de Gestão surge nesta fase por nos parecer ser este o momento ideal para repensarmos todo o processo e refletirmos sobre o que queremos para o futuro, aproveitando a exigência da candidatura. Queremos que seja um documento o mais aberto e participado possível, motivo pelo qual o trouxemos a aprovação pelo Executivo Municipal. Ficará até ao final do mês em discussão pública”, frisou. “Neste bem residem valores universais que o to
Na análise da proposta, o Vereador do PSD, Ricardo Araújo, assinalou que “o plano de gestão já é sugerido pela UNESCO desde 2000”. “No nosso ponto de vista, teria sido útil que Guimarães tivesse já há mais tempo este plano de gestão. Mais vale tarde do que nunca. É um documento interessante, bem elaborado que merece elogio do ponto de vista político, quer técnico, nomeadamente ao arquitecto Ricardo Rodrigues, responsável por esta área, porque é um documento estruturante”.

O Vereador Seara de Sá assinalou que “a não existência de um plano facilitou a flexibilidade necessária para a proximidade na relação os bens patrimoniais que sempre foi uma das razões do sucesso de Guimarães, expressando o seu apreço pela equipa técnica, tendo enaltecido a dedicação do arquitecto Ricardo Rodrigues, a quem foi confiado este trabalho.

O Plano de Gestão, sem carácter normativo, abrange o Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros, e espera-se que sirva para comunicar o Bem classificado e os valores universais que lhe estão associados, identificar todos os envolvidos e as respetivas responsabilidades, explicitar o modo de o salvaguardar e evidenciar a viabilidade da sua salvaguarda. Deve ter um caráter universal, reunir consenso e vontade política para que a proteção do Bem se consolide a curto, médio e longo prazo e envolver a comunidades. É um documento, simultaneamente, genérico e detalhado que aborda os aspetos fundamentais associados aos valores do Bem (urbanismo, arquitetura, construção, autenticidade, usos), identifica medidas de partilha do conhecimento e da cultura associados ao Património Mundial, aborda a forma de atuar, no dia-a-dia, na limpeza e conservação do espaço público e dos edifícios, entre outras questões.
O Plano estará em consulta pública até ao final do mês e está disponível para consulta no site do Município, em https://www.cm-guimaraes.pt/conhecer/patrimonio-mundial/plano-de-gestao-para-o-patrimonio-mundial. Todos os comentários, críticas e sugestões devem ser enviados para chcouros@cm-guimaraes.pt.

Sessões públicas
com parceiros locais

Durante o mês de maio serão realizadas sessões públicas organizadas por parceiros locais, designadamente associações culturais e órgãos de comunicação social. As sessões são subordinadas aos cinco objetivos estratégicos que a UNESCO estipula: Credibilidade, Conservação, Competências, Comunicação e Comunidade.
As sessões serão partilhadas online, atendendo às limitações impostas pela atual pandemia, e serão organizadas de acordo com o seguinte calendário:

6 de maio, 18:00
Sociedade Martins Sarmento, Salão Nobre da SMS — Tema: Credibilidade.
13 de maio, 18:00
Associação de Jovens Empresários, (local a definir) — Tema: Competências.
20 de maio, 18:00
Cineclube de Guimarães, (local a definir) — Tema: Comunicação.
22 de maio, 18:00 (horário a confirmar)
Convívio, Associação cultural — Tema: Comunidade.
27 de maio, 18:00
Muralha, associação de Guimarães para a defesa do património, Assembleia de Guimarães — Tema: Conservação.

Publicado em: 04/05/2021

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