A atenção está reforçada no gatil Simãozinho. A pandemia causou mudanças no quotidiano e estranha-se a ausência dos alunos, mas a suspensão das actividades presenciais está a mobilizar redobrados cuidados no funcionamento deste projecto especial da Escola Santos Simões.
O Director Agrupamento Santos Simões realça a importância deste “projecto diferenciador e único no País” que proporciona aprendizagens e desenvolvimento de competências nos domínios dos cuidados e defesa dos direitos dos animais. Benjamim Sampaio destaca o envolvimento da comunidade escolar na dinamização de diversas actividades que têm permitido o funcionamento deste espaço em que é fortalecido o convívio saudável entre alunos e animais.
Desde a criação, a professora Luísa Veiga tem sido a grande impulsionadora do gatil Simãozinho. “Tudo começou no decurso da mudança da antiga Escola da Veiga para estas instalações. Havia uma colónia de gatos que já tinha sido ‘adoptada’ pela comunidade escola e foi necessário dar continuidade a esse projecto, num processo natural e gradual porque já temos meia centena de animais”, refere, enquanto segura no Kikinho, o gato “mais velho” do gatil.
Apesar de ser um projecto escolar, há quem associe o gatil Simaozinho a “um posto de recolha municipal”. Há gatos que agora habitam na casa abrigo que foram abandonados nas instalações da escola, uma situação que já motivou a apresentação de diversas participações às autoridades policiais.
Actualmente, sem os cuidados dos estudantes, os gatos que vivem no Simãozinho estão ansiosos pelo regresso à normalidade da actividade escolar. O mesmo sucede com os alunos que certamente têm saudades do convívio e do carinho dos seus companheiros… A Cristal, a Flor, a Papoila, o Kikinho e todos os outros têm passado os dias à espera das carícias prometidas para o momento do reencontro.
Publicado em: 09/05/2020