Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

O slow

Bolama
Decatlon

O slow tem vindo a desaparecer das pistas de dança. Lenta, mas inexoravelmente.

E o slow era um acontecimento em qualquer festa adolescente ou pós-adolescente como as que frequentei quando, precisamente, tinha a idade para as frequentar. Era uma espécie de momento da verdade. Já tinhas dançado todo o disco, todo o funk, toda a pop alternativa nas melhores das festas, já tinhas lançado o olhar matador à rapariga dos teus (mais imediatos) sonhos, ou mais do que um olhar (não fosse o destino pregar-te uma partida), e chegava a hora do slow. Um frenesim mudo percorria a sala inteira, ou a garagem: esse paradoxal frenesim não necessitava de décor. E aqueles primeiros segundos eram decisivos, não se davam a grandes hesitações. Ou avançavas na direção certa ou estavas tramado. Só se ela teimasse esperar por ti e rejeitasse convites prévios. O que, está bom de ver, era um risco demasiado elevado.

Teste fixo 2 - worten

Peter Handke escreveu sobre a angústia do guarda-redes no momento do penalti, eu era mais a angústia do marcador do penalti. Ou marcavas ou não marcavas. Tão brutal quanto isso.
Se a coisa corria bem – mesmo com a mania de que era alternativo-, lá estava eu a dançar, com grande enlevo, o How deep is your love, ou o Wonderfull Tonight do Eric Clapton, ou o We’re all alone da Rita Coolidge, como um grau, não desprezável, de hipocrisia musical. Mas a coisa
funcionava mesmo assim. Mais tarde apareceria, para mim, o slow de todos os slows: True dos Spandau Ballet. Um leve beijinho no pescoço da rapariga dos meus (mais imediatos) sonhos, ela apertou-me um pouco mais, isto está a correr bem. Quando os Bee Gees repetirem how deep is
your love vou beijá-la, está decidido.
Muitos namoros nasceram assim e alguns deles duram até hoje. E bem.

Penso que a minha geração foi a primeira a abandonar o clássico pedido de namoro: Queres namorar comigo? Ou para os espíritos mais simples: Queres namorar para mim? O slow era então o relvado do namoro, por mais fútil e curto que ele – o namoro, não o relvado – se viesse a revelar.
O pedido de namoro não estava com nada. Era confrangedor fazer-se a pergunta. No slow tudo fruía, ou não!
Aliás só pedi namoro uma vez na vida. Foi na Póvoa, a uma rapariga do meu setor. Uma rapariga linda, diga-se. E ela disse-me que ia pensar. Notável. Teríamos 15 anos mas uma agenda muito complexa. Ora tu pediste-me namoro e eu não posso, pura e simplesmente, dizer que sim ou
que não. Vou analisar. Namorar era então, suponho, uma ciência. Senti um alívio enorme com a ausência imediata de uma resposta dela, pois se ela me dissesse que sim eu não saberia o que fazer.
Ela demorou um dia ou dois para me dizer que sim e eu, burro, ainda não sabia o que fazer com aquela resposta. A adolescência só é realmente bonita quando, como hoje, se olha para ela de cima da colina da idade. E, hoje, da minha colina já consigo ver muita paisagem. Se fosse de perto era
pior.

Como já não pratico a religião das discotecas há muito tempo creio que o slow desapareceu de todas. No meu tempo ainda havia algumas discotecas com slows. Pretendia-se assim replicar, numa escala mais sofisticada, os encantamentos das festas de garagem. Os Connection, amigos meus organizadores de festas, tinham, lembrou-me outro amigo da trupe mais alargada, dois momentos de slows. Sabiam-na toda aqueles macacos! Haviam os slows das 2 e tal, caso houvesse algum constrangimento de horário que fosse preciso atalhar, logo ali, e havia outro momento, suponho, lá para as 5. Ou seja, dava-se sempre a oportunidade para corrigir o penalti mal marcado ou, nos casos mais felizes, para aprimorar a marcação inicial.

A música é, sem dúvida, a mais completa realização do espírito humano. Todas as outras artes são prazeres muito individuais. A música, pelo contrário, ganha mais sentido com o outro, como num slow. Ainda o pratico sem a angústia – outrora presente – de poder levar uma tampa.
Espero eu. 😉

Publicado em: 05/05/2020

Bolama Guimarães Verde APA Leapmotor VitrusBus
VitrusBus Guimarães Verde APA

Notícias em Vídeo Explorar Mais →

▶

Presidente da A.G. do Vitória apela à presença dos sócios na A.G.E.

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}