11 enfermeiros do Hospital da Senhora da Oliveira foram alvo de cortes no salário do mês de Julho por terem aderido ao protesto de zelo às funções de especialistas.
A situação foi confirmada ao GuimarãesDigital pela representante dos enfermeiros Goreti Pimentel.
Aquela responsável sublinha que os referidos enfermeiros "estiveram a trabalhar só que não prestaram serviços especializados".
Os trabalhadores visados aderiram à recusa de executar trabalhos de especialidade num protesto organizado pelo Movimento dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia.
Ainda de acordo com Goreti Pimentel, o Sindicato e a Ordem dos Enfermeiros vão contestar esta atitude através das vias judiciais por considerarem tratar-se de "uma decisão ilegal".
A Ordem dos Enfermeiros informou o Ministro da Saúde, o primeiro-ministro e o próprio Presidente da República desta situação.
A Administração do Hospital de Guimarães só pagou cerca de metade do vencimento do mês de Julho por entender que durante 14 dias os visados faltaram injustificadamente ao serviço.
Segundo o Expresso online, a Administração do hospital explica que "nos termos que decorrem da lei e, objetivamente, do Parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República – que são públicos e homologados pelo Ministério da Saúde – foram instaurados processos disciplinares (inquérito prévio) tendentes ao apuramento de todos os factos necessários para determinar as responsabilidades eventualmente existentes". Assim sendo, "decorrente do mesmo parecer, a recusa e subsequente não prestação de serviço pelos enfermeiros especialistas conduz a faltas injustificadas" e, "no que decorre da legislação laboral, as faltas injustificadas não dão direito a remuneração".
Publicado em: 27/09/2017