Os dirigentes do Torcatense estão convencidos que o processo disciplinar instaurado recentemente pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol resultará apenas na aplicação de uma multa e que já não existe a possibilidade de serem subtraídos pontos ao clube.
O processo disciplinar resultou da presença irregular de Francisco Branco no banco, no jogo em casa com o Camacha, da 4.ª jornada da Fase de Permanência no Campeonato de Portugal. Os dirigente do Torcatense tinham recebido a indicação que o treinador podia regressar ao banco, uma vez que tinha terminado o tempo da suspensão provisória que resultou do processo originado pelas críticas ao árbitro do jogo com o Bragança, da 1.ª Fase do campeonato. Contudo, esse período de suspensão foi mal calculado, pelo que a presença de Francisco Branco no banco no jogo com o Camacha, que terminou com um empate, resultou na instauração de um processo disciplinar.
O caso está entregue a um advogado, com vastos conhecimentos no campo da justiça desportiva, que tem aconselhado o Torcatense sobre os passos a dar. Segundo foi possível apurar, o clube de São Torcato não deverá sequer apresentar recurso, uma vez que a pena mais pesada que pode resultar deste caso é a perda do ponto conquistado no jogo com o Camacha. E, mesmo que isso viesse a acontecer a classificação no Campeonato de Portugal não seria alterada, ou seja, o Torcatense continuaria à frente do Bragança, assegurando a permanência.
Os dirigentes do clube de São Torcato garantem estar “tranquilos” em relação ao desfecho do processo disciplinar, até porque se a penalização que daí resultar for eventualmente superior, o clube tem sempre margem de manobra para apresentar recurso. E até existe a possibilidade de contestar a instauração do processo disciplina, uma vez que a notificação chegou 10 dias depois do prazo estipulado pelo regulamento disciplinar.
Publicado em: 23/05/2017