Ao longo dos anos são vários os acidentes registados na recta da Chã, em Brito. Só no último mês foram registados pelo menos dois acidentes naquela zona da Estrada Nacional 310. Num deles, a 18 de Dezembro, o condutor de um motociclo acabaria por falecer devido aos ferimentos.
A preocupação já não é de agora. Os moradores, e frequentes utilizadores daquela estrada atribuem a culpa dos acidentes ao excesso de velocidade. Tanto num sentido como no outro, no início da recta são bem visíveis as placas de limite de velocidade de 50 km/por hora, no entanto, no local, verificamos que este limite de velocidade é poucas vezes respeitado. Quem conhece bem esta estrada, já perdeu a conta aos acidentes ali verificados.
A somar a tudo isto, quando nos deslocamos ao local, no chão vemos cada vez mais marcas de travagem no alcatrão. As árvores estão cada vez maiores, e as suas raízes ameaçam o bom estado do piso. À noite a única passadeira existente naquela via não é visível. A Junta de Freguesia de Brito reclama uma intervenção da Infraestruturas de Portugal (IP) na recta da Chã. A Autarca Fátima Saldanha reconhece que a sinistralidade naquela zona está associada ao comportamento dos condutores, considerando que o perfil da estrada precisa de ser beneficiado.
Com ou sem mudanças no perfil da recta de Chã, os britenses são unânimes em dizer que o que tem de mudar é a atitude dos condutores, para que, assim, os sinistros naquela estrada diminuam.
Publicado em: 18/01/2017