Há mão vimaranense no campo de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Natural de Guimarães, António Miranda foi o responsável pela obra.
Neste momento há dois portugueses a lutar pelo melhor lugar possível na prova de golfe, de regresso às olimpíadas, 112 anos depois. O que talvez Filipe Lima e Ricardo Melo Gouveia não saibam é que o empreiteiro da obra foi um seu compatriota.
Formado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, António Miranda, de 42 anos, está no Brasil desde 2010, e já trabalhou com arquitectos de renome internacional como M. Hawtree (Golfe do Pinhal, Vilamoura), Gary Player (Saadiyat Beach Golf Course), Arnold Palmer (Fazenda Boa Vista), entre outros. Foi o responsável pela execução do desenho do norte-americano Gil Hanse, tido como um "génio", na elaboração de campos de golfe. no Campo Olímpico 2016, onde é responsável pela direção de obra. Está com a ProGolf desde 2010, sendo também responsável por muitos dos sucessos da empresa, granjeando a simpatia e amizade dos arquitetos e donos de obra com quem a ProGolf tem colaborado.
O Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca foi construído para a competição e tem 18 buracos, inserido num projecto de recuperação ambiental que contou a replantação da vegetação nativa da região. Contém ainda uma respeitável biodiversidade. Cobras, capivaras, corujas e até mesmo jacarés podem ser vistos ao longo do ‘tapete’, o que tem causado alguma perplexidade por parte de atletas e espectadores. De resto, a conceituada revista Golf Digest já distinguiu mesmo esta prova como um exemplo de sustentabilidade, pela forma como protege o meio ambiente.
Este campo tem ainda uma outra curiosidade: no final dos Jogos Olímpicos ficará aberto ao público. Já António Miranda, regressará a Portugal para construir um campo de golfe em Óbidos, depois de ter emigrado em 2008, para uma outra construção deste desporto em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
Publicado em: 12/08/2016