O Conselho Fiscal dá um parecer ‘favorável à aprovação do orçamento’ por unanimidade.
O órgão liderado por Eduardo Salgado Leite destaca que o orçamento apresentado pela Direcção de Júlio Mendes é de “especial importância uma vez que através desta proposta de Orçamento podemos vislumbrar quais as linhas orientadoras para a gestão do Clube bem como a sua dimensão reformadora”. “No entendimento do Conselho Fiscal este é o momento adequado para se efetuarem mais algumas reformas e reformulações estruturais do Clube, indispensáveis para culminar o tão importante saneamento financeiro e finalizar o desejável modelo de Governance. Este Orçamento mantém a sua génese de aposta numa gestão cuidada, assente em princípios previsionais realistas, suportadas pela realidade de receitas e custos expectáveis do Clube para a próxima época”, pode ler-se no documento, em que o Conselho Fiscal acrescenta: “Este Orçamento traduz a realidade do Clube e assenta em critérios transparentes e alcançáveis na previsão de receitas e despesas para o próximo exercício. Este documento reflete ainda a continuação de uma política de contenção e gestão cuidada, de forma a garantir a viabilidade futura do Vitória Sport Clube”.
Na apreciação ao orçamento para 2015/2016, o Conselho Fiscal defende uma “reforma do sistema de quotização”, bem como “a redefinição da estratégia de utilização dos suprimentos remanescentes para utilização no serviço da dívida”, que considera serem “os grandes desafios deste novo mandato”. “Crê o Conselho Fiscal que sendo cumpridas estas premissas se estabelecerão os alicerces para um novo Vitória, liberto dos fantasmas do passado e preparado para abraçar de forma descomprometida um futuro renovado”.
O Conselho Fiscal sublinha, por outro lado, que “a manutenção de elevados valores na rubrica de juros e custos associados ao stakeholder bancário, motiva a nosso ver uma reformulação dos critérios de utilização de suprimentos que o Clube detém na SAD. Os suprimentos são um ativo não remunerado e, ao invés, o passivo bancário do Clube é fortemente penalizado com custos e juros diversos. Julga pois o Conselho Fiscal existir a necessidade de debater com a SAD esta temática de forma a que durante este mandato se pudesse antecipar a liquidação dos enormes passivos do Clube, os quais aportam fortes custos correntes e são, a nosso ver, a mais preocupante fonte de insustentabilidade das contas do clube”. ”Por fim importa referir que as necessidades financeiras do Clube para liquidação da dívida de curto prazo, já vencida e a vincenda irão ascender a valores que rondarão os 3,4 milhões de euros. Significa isto que os meios libertos do exercício acima referidos estarão aquém das necessidades de financiamento do clube, num montante que se prevê que ronde os 2,46 milhões de euros. Não existe na proposta de Orçamento qualquer menção acerca do volume de suprimentos existentes na SAD que se prevê utilizar para colmatar as elevadas necessidades de financiamento do Clube”.
Publicado em: 14/06/2015