453 crianças e jovens foram acompanhadas durante o ano de 2014 pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Guimarães. No ano passado, a instituição instaurou 196 processos, 52 foram reabertos e 196 arquivados.
Os estabelecimentos de ensino foram a entidade que mais situações sinalizou, com 63 casos. Em segundo lugar, aparecem as autoridades policiais com 49 e Ministério Público com 20.
Os dados constam do Relatório Anual de Avaliação da Actividade da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Guimarães, documento apresentado esta manhã, numa sessão realizada no Palácio de Vila Flor.
Quanto as problemáticas que motivaram a intervenção, a negligência lidera no número de casos, mas há cada vez mais situações relacionadas com a violência auto-dirigida entre os adolescentes.
O Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Guimarães, Pedro Lobo, reconhece que o fenómeno «é novo e exige uma reflexão séria por parte da comunidade». Aliás, o aumento deste tipo de comporatmentos levou a instituição a proceder à realização de um estudo de diagnóstico junto de todos os alunos que frequentam o 3º ciclo, no Concelho. Este trabalho será desenvolvido em articulação com a Universidade do Minho.
Durante a sessão, Jorge Correira, professor que exerce funções a tempo inteiro na CPCJ, em função do protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, deu conta do trabalho de articulação e proximidade que tem sido estabelecido com as escolas e a equipa da instituição. Jorge Correia sublinhou a «boa receptividade das escolas na procura de outras soluções para os percursos» das crianças e jovens que evidencfiam inadaptação, aproveitando para dar conta do esforço que tem sido feito para a «capacitação dos agentes educativos e da comunidade escolar», nomeadamente através de iniciativas formativas.
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Guimarães vai aderir, no próximo dia 15 de Maio à campanha Laço Azul de prevenção contra os maus tratos, na qual estão envolvidas 45 instituições que vão colocar laços gigantes nas fachadas dos edifícios públicos. Ainda em Maio, no dia 29, a instituição vai organizar a conferência "A escola do futuro, quando o futuro é já hoje".
Publicado em: 30/03/2015