A Sociedade Martins Sarmento (SMS) defende a realização de uma discussão pública em torno do traçado do novo acesso ao AvePark. Nomeadamente se deve ou não ser construída uma via dedicada e qual o seu perfil.
Em comunicado, aquela centenária instituição concorda com a necessidade de concretizar os investimentos necessários para potenciar o AvePark. Sendo certo que a Câmara anunciou a realização de um estudo sobre o traçado de uma futura nova via, considera “prematuro avançar quaisquer previsões sobre quais as zonas ou locais mais sensíveis eventualmente afectados, nomeadamente do ponto de vista arqueológico”. No entanto e levando em linha de conta “locais que têm sido falados”, especialmente as freguesias de Caldelas, Barco e Briteiros, a Sociedade Martins Sarmento lembra tratar-se de uma área em que “podem referenciar-se vestígios ou sítios arqueológicos, registados em escritos e apontamentos desde o próprio Martins Sarmento e, mais tarde, de Mário Cardozo”.
“A área que medeia entre a vila das Caldas das Taipas e a zona da Gândara, onde se encontra o AvePark, é uma área sensível, sobretudo no que respeita a vestígios da Pré-História recente, nomeadamente da Idade do Bronze, como sejam as estruturas funerárias conhecidas como ‘mamoas’ e rochas com gravuras rupestres, muitas das quais parecem ter sido já destruídas nas primeiras décadas do século XX”.
É neste contexto que a Direcção da Sociedade Martins Sarmento considera pertinente a realização de uma discussão pública sobre o tema, permitindo uma “sindicância sobre a qualidade e adequação dos estudos realizados e informações recolhidas, e só poderá constituir factor de benefício para as decisões a tomar, devendo ser encarada com o maior interesse”.
Publicado em: 18/02/2015