A estátua de D. Afonso Henriques, colocada na Colina Sagrada, não é da Direcção Regional da Cultura do Norte.
Quem o diz e a Direcção da Sociedade Martins Sarmento que decidiu sair a público para esclarecer a propriedade do monumento.
«A sugestão para se erigir em Guimarães um monumento a D. Afonso Henriques partiu de um vimaranense, João Alves Pereira Guimarães, residente no Rio de Janeiro, que, em 1882», apresentou esta proposta em carta enviada à Câmara Municipal. Inspirada por esta missiva, a Câmara resolveu nomear uma comissão, sob a sua direção, reunindo os notáveis de Guimarães, «para realizar os meios e preparar os trabalhos para execução do dito monumento», à semelhança do que o proponente tinha já feito no Brasil», lê-se numa nota da Sociedade Martins Sarmento.
«Em 1884, a comissão, tendo reunido 6.000$000 réis, solicitou ao escultor António Soares dos Reis «se poderia fazer um monumento digno». Após muitas vicissitudes, decidiu-se efetuar o monumento em bronze, tendo-se realizado um contrato entre a Câmara e o escultor, com data de 2 de Setembro de 1885, no valor de 7.000$000 réis. A estátua foi inaugurada no dia 20 de Outubro de 1887, no Campo de S. Francisco, pelo Rei D. Luís e toda a Família Real, na presença de cerca de 15.000 vimaranenses. Como afirmou o Rei D. Luís, na ocasião, «aquela estátua significa que o povo português paga uma dívida sagrada» ao nosso Primeiro Rei. E, como diz Manuel Alves de Oliveira, em escrito rico de referências documentais e que também seguimos: «E Guimarães ficara de parabéns!», acrescenta a mesma nota.
Publicado em: 28/11/2014