O Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional presidiu, esta segunda-feira, à cerimónia de assinatura do protocolo e acordo de cedência de instalações para o funcionamento da unidade de desenvolvimento da Agência para a Modernização Administrativa e da unidade operacional da Universidade das Nações Unidas, no Centro de Formação Pós-Graduada, no campus de Couros, da Universidade do Minho.
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“É um instrumento de descentralização inteligente”, realçou Miguel Poiares Maduro, durante a sessão realizada esta tarde, onde fez questão de sublinhar: “este processo é possível devido ao trabalho de muitas pessoas, ao longo de bastante tempo”.
“Sei que o objectivo de ter aqui a Unidade das Nações Unidas já tem muito tempo, manteve a colaboração e aposta de todos e foi pela conjugação destas diferentes forças que se tornou possível o projecto que garantiu a Portugal e a Guimarães a presença da Unidade das Nações Unidas e também a presença da Unidade da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) para a reflexão, pensamento estratégico e de elaboração de estratégias para a governação electrónica e para a modernização administrativa”, advertiu.
Realçando que o projecto representa uma aposta na “descentralização” que tem uma dimensão de criação de mais pólos de massa crítica no nosso País. “Por vezes em Portugal sofremos de uma fragmentação excessiva do conhecimento, da massa crítica e de uma concentração excessiva em Lisboa”, realçou, considerando o projecto “emblemático da necessidade que existe de criar vários pólos no País que, nalguns casos com especialização, sejam os pólos de criação de massa crítica em certos domínios”.
“Criamos aqui este pólo da Universidade das Nações Unidas em conjunto com a Universidade do Minho que vai potenciar a atracção de recursos humanos, de capacidade de investigação, de pensamento sobre a governação electrónica em Portugal, mas sobretudo a nível mundial trazendo aqui grandes especialistas e fazer criar um dos pólos mundiais de reflexão sobre essa matéria e fazer isso em associação com a massa crítica que existe na Uminho”, afirmou.
Em segunda instância que ocorreu ao Governo, era uma oportunidade era tira partido da colocação deste pólo de reflexão e de conhecimento científico nesta matéria, trazer aqui a Unidade da agencia de Modernização administrativa. “Não é fácil para uma agência de administração pública ser confrontada pelo Governo com um pedido para em poucos meses transferir uma outra localidade do País”, reconheceu, destacando a a abertura do Presidente da Agência para a Modernização Administrativa para a celeridade do processo.
“É um instrumento de descentralização inteligente. Não se trata de colocar um organismo do Estado aqui porque queremos que ele esteja fora de Lisboa. Trata-se de colocar a Unidade onde ela faz sentido”, frisou o governante, acrcescentando: “onde há conhecimento científico e capacidade de investigação, permitindo a criação de um pólo de massa crítica dada a proximidade com a Universidade do Minho e a Unidade da Universidade das Nações Unidas. “É dessa forma que queremos continuar a descentralizar”, vincou, no discurso, durante a cerimónia que contou com intervenções do Reitor da Universidade do Minho, António Cunha, e do Presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança.
Na sessão que contou com a presença do Secretário de Estado da Modernização Administrativa, Cardoso da Costa, do Presidente da CIM do Ave, Manuel Batista, e outros Autarcas da região, o Presidente da Câmara disse: “este é um dia muito importante”, agradecendo às pessoas ligadas à Universidade do Minho que contribuíram para a concretização deste projecto, ao Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional e ao Primeiro-Ministro, Passos Coelho.
Publicado em: 04/08/2014