Manuel Cajuda defendeu a justiça do triunfo do Vitória na Madeira, enquanto Sebastião Lazaroni ‘atirou-se’ ao árbitro.
Tantas vezes desafiaram a questão de eu nunca ter ganho na Madeira que um dia teria de acontecer. Aconteceu contra uma equipa que eu gosto, mas hoje estou no Vitória”, disse Manuel Cajuda.
Numa análise a um jogo que não foi muito bem disputado, o treinador do Vitória começou por sublinhar que o Marítimo entrou muito bem no jogo, fico feliz por vê-los jogar bem, embora não tivesse criado grandes situações de golo. A primeira grande defesa é do Marcos ainda na primeira parte. Depois, após a expulsão de um jogador do Marítimo o Vitória ficou em vantagem numérica e ficou também com a vantagem no futebol porque passou a jogar melhor. Fizemos um jogo com inteligência, em que circulamos muito bem a bola. A partir de determinada altura era necessário dizer que o Vitória no tinha grande necessidade de ganhar o jogo, mas sim queria que o Marítimo o perdesse. Com um jogador a mais o Vitória tinha essa obrigação.
Lazaroni contestatário
No final do jogo, Sebastião Lazaroni apresentou um discurso com muitas críticas. As pessoas de bem deste país têm de ter muita atenção às modificações voluntárias e involuntárias dos jogos. O Marítimo fez um bom jogo, dentro da igualdade numérica criou boas oportunidades de golo. Depois o árbitro teve uma interpretação no lance da expulsão do Bruno e depois, num lance em frente a mim, um atleta do Vitória chutou o Evaldo. Foi falta e fiquei indignado. O árbitro teve dois pesos e duas medidas e estragou todo o espectáculo. Entrámos na segunda parte com um a menos e mesmo assim tivemos uma boa oportunidade para marcar antes do Vitória chegar ao golo.
Publicado em: 05/11/2007