Esta terça-feira é dia do tradicional Cortejo do Pinheiro.
É o cumprimento de uma tradição secular dos estudantes de Guimarães.
A noite ficará marcada pela invasão pacífica dos estudantes com milhares de caixas e bombos nicolinos.
É o número mais concorrido dos festejos dos estudantes de Guimarães. Esta noite, milhares de estudantes saem à rua com as suas caixas e bombos. As raízes do Cortejo do Pinheiro, remontam aos inícios do século XIX e o seu modelo manté-se na essência, inalterado: o ‘Pinheiro’ segue enfeitado com lanternas e um festão com as cores escolásticas (verde e branco), pousado em carros puxados por juntas de bois,
levando à sua frente uma representação da figura da deusa Minerva, deusa da sabedoria (que na realidade é desempenhada por um homem travestido com um traje de soldado romano). O cortejo é liderado pela figura máxima deste dia, um membro da Comissão de Festas, o Chefe de Bombos. É ele quem conduz e lidera todo o cortejo do ‘Pinheiro’, e atrás de si e da sua ‘boneca’ que usa para marcar o ritmo dos bombos seguem os estudantes,
novos e velhos, rufando nas caixas o toque do Pinheiro e batendo forte nos bombos ao ritmo marcado pelo Chefe de Bombos.
Neste dia de ‘Pinheiro’, o cortejo é antecipado pelas tradicionais ‘Ceias Nicolinas’ e são compostas por caldo verde com tora, papas de sarrabulho, rojões de porco com batatas,
tripas com grelos e castanhas assadas, sempre bem regadas com vinho verde.
O desfile sai do Cano e depois de passar pelo Toural, o pinheiro vai a enterrar no Largo de S. Gualter, ao lado da Igreja de Santos Passos, num local agora definitivo, onde tem uma placa evocativa.
Publicado em: 29/11/2005