O Vitória somou o nono jogo consecutivo sem vencer, ao perder nas Antas por 3-0. O objectivo de ir à Taça Intertoto está cada vez mais longe de ser conseguido.
O jogo não podia ter corrido melhor ao Porto que contou com vários factores a seu favor. Primeiro, foi um golo inaugural estranhíssimo e terminou no oportunismo de McCharthy, autor de dois golos. Ambos conseguidos graças a alguma sorte, como quando abriu o marcador, e à passividade da defesa adversária, no segundo.
Quase que se pode dizer que a vantagem portista se deveu mais à incapacidade do adversário que a mérito próprio. Augusto Inácio apresentou uma equipa assente num 4x4x2, mas mais preocupada em defender que em atacar e foi sempre incapaz de estender o jogo por todo o relvado. O quarteto do meio campo perdeu sempre no confronto com Costinha e Paredes e nunca conseguiu travar, ainda que a espaços, o génio de Deco. A defesa foi um desastre e o ataque praticamente não existiu. Nem mesmo quando Guga e Fangueiro conseguiam explorar o flanco direito, onde o lateral Söderström era constantemente batido, nunca tinham ninguém na zona de remate para receber a bola. Nem mesmo quando Inácio resolveu (31’) abdicar de um médio (Jorge Duarte) para colocar em campo o avançado Laelson, as coisas se alteraram — aliás, em toda a primeira parte, os vimaranenses não conseguiram um único remate à baliza, o que é significativo. A única verdadeira oportunidade dos forasteiros foi filha de uma inexplicável asneira de Baía que quase oferecia a bola a Guga à entrada da área. O jogo foi, de resto, praticamente de sentido único: a baliza de Palatsi. Ainda assim, na fase final o Vitória teve duas oportunidades, uma delas devolvida pelo poste. E o jogo terminou com um golo espectacular de Deco, com um remate de fora da área.
Ficha de jogo
Estádio das Antas, no Porto.
Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)
PORTO: Vítor Baía, Secretário, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Söderström, Paredes, Costinha, Deco, Capucho (Pena, 90’+2′), McCarthy (Alenitchev, 76′) e Clayton (Cândido Costa, 84′).
Cartões amarelos: Jorge Andrade (35′), Costinha (45’+1′).
VITÓRIA: Palatsi, Abel, Marco, Cléber, Rogério Matias, Jorge Duarte (Laelson, 32), Hugo Cunha, Nuno Assis (Adelino, 77′), Pedro Mendes, Fangueiro (Paulo César, 83′) e Guga.
Cartões amarelos: Rogério Matias (62′), Cléber (90’+1′).
Golos: 1-0, McCarthy (12′); 2-0, McCarthy (21′); 3-0, Deco (90′)
Publicado em: 13/04/2002