O Vitória não deixou que o Boavista aproveitasse o deslize do líder Sporting (2-2 com o Braga), e subisse ao primeiro lugar. Os axadrezados não foram além de um empate com o Vitória, em jogo de defesas fortes.
O temperamento das equipas de Jaime Pacheco e de Augusto Inácio fazia prever um jogo renhido a meio-campo mas pouco espectacular. Com os criativos bem marcados – Sanchez por Marco, Nuno Assis por Jorge Silva – os treinadores das duas melhores defesas na segunda volta confirmavam as suspeitas.
A primeira parte foi marcada pelas inúmeras interrupções e sem circulação de bola era fácil adivinhar de que forma Ricardo poderia sofrer o segundo golo e Palatsi o quinto na segunda volta: de bola parada. Oportunidades, revelaria o decorrer do jogo, não faltariam. Cantos e livres sucederam-se e o Boavista-Vitória deve ter entrado para o cimo da lista dos jogos com maior número de faltas.
Duda deu um falso sinal no início da segunda parte (49′), rematando no final de uma jogada de bola corrida e obrigou Palatsi a defesa concentrada. O Boavista controlava a posse de bola a 60 por cento, o Vitória ensaiava inócuos contra-ataques, mas o confronto resumia-se
à sucessão de livres, num lado e no outro. Sanchez, mesmo com o forte vento a favor, não desfez o nó a Pacheco.
As jogadas construídas com bom senso resumem-se em três penadas: Romeu chutou por alto dentro da área (70′); Martelinho isolou-se na direita e serviu bem João Paulo, mas quando a bola chegou à rede já estava mal assinalado fora-de-jogo; aos 85′, numa altura em
que os vitorianos ganharam ascendente, Ceará aproveitou mal um ataque rápido, com dois colegas em boa posição no centro.
O Vitória confirma os créditos defensivos e é a terceira melhor defesa do campeonato com 23 golos, mais três do que o Sporting e nove do que os “axadrezados”.
O Boavista não sofre golos em casa desde 9 de Dezembro – 0-1 com Marítimo. Na Liga, em cinco partidas no Bessa, os adversários ficaram em branco, tal como o Nantes e o Bayern de Munique, na Liga dos Campeões.
Ficha de jogo
Estádio do Bessa, no Porto.
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal).
BOAVISTA: Ricardo, Frechaut, Paulo Turra, Pedro Emanuel, Mário Loja, Jorge, Petit, Sanchez (Pedro Santos, 83′), Martelinho, Silva (João Paulo, 69′) e Jorge Couto (Duda, 46′).
Treinador: Jaime Pacheco.
Cartões amarelos: Frechaut (41′), Pedro Emanuel (69′), Paulo Turra (94′).
VITÓRIA: Palatsi, Abel, Cléber, Flamarion, Rogério Matias, Marco, Hugo Cunha, Nuno Assis (André, 79′), Fangueiro, Ceará e Romeu.
Treinador: Augusto Inácio.
Cartões amarelos: Hugo Cunha (35′), Cléber (44′), Abel (50′), Flamarion (63′), Romeu (70′).
Publicado em: 03/03/2002